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Pedro Simões Dias: “As memórias olfativas são as mais fortes”

Aos 47 anos, o advogado lança uma coleção de perfumes inspirada nas experiências olfativas da zona da Comporta.

Cláudia Alegria
9 de julho de 2017, 12:00

Natural de Coimbra, licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Criminais, Pedro Simões Dias deixou-se seduzir pelo mundo das fragrâncias ainda criança. “O olfato desperta memórias emocionais mais fortes do que qualquer outro sentido”, começa por explicar à CARAS, à medida que tenta descrever as fragrâncias que despertaram o seu interesse pelo mundo dos aromas. Entre o cheiro da alfazema e da lavanda que o ‘levam’ ao encontro dos tios, passando pelos perfumes franceses mais encorpados da mãe, o interesse de Pedro Simões Dias pela área da perfumaria foi crescendo na proporção em que ia adquirindo novos perfumes. A última vez que fez o inventário da sua coleção contou 360 frascos. Este verão acrescentou seis exemplares especiais: os que desenvolveu em parceria com perfumistas de renome internacional e que acabou de apresentar na Comporta, nome com o qual batizou esta sua coleção e da qual fala com um enorme orgulho. A apoiá-lo neste novo desafio estiveram sempre a mulher, a jurista Marta Moreira Dias, e os dois filhos do casal, Bernardo, de 17 anos, e Lourenço, de 14.
– Que profissão melhor o define: advogado ou perfumista?
Pedro Simões Dias – Advogado. É a minha formação de base e é essa a minha vida do dia a dia. Os perfumes são uma componente, hoje profissional, que decorreu de um gosto pessoal. Não sou um perfumista.
– Despertou para o mundo dos aromas muito cedo, por volta dos dez anos...
– Tenho muito presentes algumas memórias olfativas, é verdade. Sempre usei muito perfume e, há uns anos, comecei a fazê-lo de forma mais sistemática, colecionando perfumaria de nicho, mais conceptual, isto é, perfumes mais ‘fora do padrão’, com componentes moleculares naturais que os tornam mais intensos, com mais vida, que variam mais ao longo do dia.
– Podem usar-se dois perfumes diferentes em simultâneo?
– Sim, mas é preciso ter algum cuidado. Por vezes, as moléculas dos perfumes podem colidir umas com as outras, portanto, eles anulam-se. Podemos conseguir que um perfume combine muito bem com outro, mas um perfume é sempre uma obra de arte criada por um perfumista e, tendo em conta esse trabalho, talvez seja melhor usá-lo sozinho.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1143 da revista CARAS.
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