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Aos 70 anos, Paulo de Carvalho assegura: "Continuo a olhar para a frente"

A celebrar 55 anos de carreira, o músico revela a importância que os afetos e a família têm na sua vida.

Marta Mesquita
8 de julho de 2017, 16:00

Em 70 anos de vida e 55 de carreira cabem muitas histórias, que o diga Paulo de Carvalho. Apesar de sempre lhe terem atribuído o lugar de protagonista, o cantor admite que foi na partilha e no trabalho em equipa que se fez um homem feliz e pleno, uma máxima que tem sido verdade tanto nos palcos como fora. E foi para celebrar este caminho que se tem feito a tantas vozes que o cantor lançou recentemente o disco Duetos, um trabalho no qual, num ‘mano a mano’ com alguns dos nomes maiores da música nacional, reinterpreta os seus temas mais emblemáticos.
Tendo como mote esta celebração da vida e da música, Paulo de Carvalho conversou com a CARAS e revelou o seu lado mais privado, onde a mulher, Susana Lemos, e os filhos, Paulo Nuno, de 49 anos, Mafalda [Sachetti], de 40, Bernardo [conhecido por Agir], de 29, que nasceram de anteriores relações, Maria, de quase 14, e Flor, de nove, já deste casamento, têm sido a sua maior fonte de inspiração.
– Mesmo com o calor que está hoje, nunca perdeu o sentido de humor durante a sessão fotográfica. Sempre foi uma pessoa divertida?
Paulo de Carvalho
– Sempre tive sentido de humor. Sou divertido e gosto de conhecer pessoas. Nunca fui metido na minha casca. Não tenho problemas em mostrar quem sou. Além disso, gosto muito de viver. Há uma máxima que uso muito e que foi retirada de um poema do professor Agostinho da Silva: “E posto que viver me é excelente/Cada vez gosto mais de menos gente.”
– É um elitista que escolhe criteriosamente com quem se dá?
– Não sou elitista, antes pelo contrário. Mas ao fim de 70 anos, vou escolhendo as pessoas com quem quero estar. Há pessoas que não interessam a ninguém. Gosto muito de fazer as minhas escolhas.
– Ainda há muito do Paulo que começou a cantar há 55 anos? Ou a vida e a música mudaram-no muito?
– Basicamente, sou a mesma pessoa. Ainda sou muito tímido, mas fui-me adaptando. Há uns bons anos ir ter com alguém a um café era um castigo. Mas comecei a estar mais à vontade. Hoje é muito difícil ficar nervoso.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1143 da revista CARAS.
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