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Carolina Carvalho: “Sou uma sonhadora muito realista”

A atriz, que integra o elenco da novela da SIC ‘Amor Maior’, revela uma maturidade algo inesperada para a sua juventude.

Marta Mesquita
1 de julho de 2017, 10:00

Aos 22 anos, espera-se que uma pessoa ainda ande à procura de quem é e do caminho a percorrer. Também lhe são permitidos laivos de imaturidade, escolhas erradas e incapacidade para dar valor ao que custa ganhar a vida. É por contrariar estas ideias feitas que Carolina Carvalho surpreende. Ser a “mãezinha” de seis irmãos, como descreve, e o facto de trabalhar há vários anos deram-lhe uma maturidade pouco comum entre os da sua idade. Assim, é de pés bem assentes na terra que nos fala da sua paixão pela representação e da ética que respeita em tudo o que faz. Na sua vida cabem ainda todos os sonhos do mundo, mas não há lugar para ilusões ou deslumbramentos.
Apesar de o trabalho ser a sua grande prioridade, a atriz não descura o seu mundo de afetos. Ao lado do ator João Lamoza, Carolina vive há três anos uma relação feliz que a distância – o namorado está a trabalhar em Budapeste – não fragilizou.
Numa conversa sincera, a Joana de Amor Maior partilhou com a CARAS as linhas com que escreve o seu guião pessoal, uma história que, acredita, terá um final feliz.
– Sempre quis ser atriz?
Carolina Carvalho – A representação sempre me despertou muita curiosidade. Quando tinha 14 anos, participei num casting para um curso de representação. Nessa altura percebi que era algo de que gostava realmente. Contudo, os meus pais, que eram muito rígidos em relação à nossa educação, pensaram que poderia desviar-me do meu caminho. Pouco depois também fui escolhida para uma novela, mas como falava à ‘sopinha de massa’ e o papel em questão era o da filha de uma terapeuta da fala, não pude fazê-lo. Nessa altura fiquei muito desiludida e decidi focar-me apenas na escola. Mais tarde, aproximei-me de pessoas do meio da representação e o bichinho reapareceu.
– E foi fácil decidir voltar a lutar por essa paixão?
– Não eram só os meus pais que queriam que continuasse o meu percurso escolar, eu também queria, até porque era boa aluna. Queria sempre ser a melhor e chorava se os resultados não eram aqueles que esperava. Era muito importante para mim dar esse exemplo aos meus irmãos. O sonho dos meus pais era que seguisse Medicina, mas como não consigo ver sangue, desisti dessa ideia. Parei um ano para pensar na vida e decidi que iria seguir Comunicação Social e Cultural. Ainda não terminei a licenciatura, porque entretanto entrei na Rainha das Flores e no Amor Maior. Mas quero mesmo terminar.
– E como foi para os seus pais aceitarem que não iria ser médica e que a sua licenciatura teria de ficar em stand by?
– Os meus pais e os meus irmãos acompanham-me sempre e são os meus maiores fãs. Contudo, no início hesitaram e sei que pensaram que poderia ser um devaneio meu. Mas sempre me apoiaram. Eles percebem que é isto que me faz feliz e isso é o mais importante de tudo.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1142 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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