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Mafalda Bessa e as saudades de Nicolau Breyner: “Sobrevivo, sempre em esforço”

Dedicada a novo projeto, a empresária fala da dor que ainda sente 15 meses após a morte do ator.

Andreia Cardinali
25 de junho de 2017, 16:00

Inquieta por natureza, Mafalda Bessa, de 49 anos, tem sempre a cabeça a borbulhar de ideias. Interessada por costura desde sempre, quando a sua prima mais nova, Sofia Bessa, de 31 anos, mostrou o mesmo interesse, ambas perceberam que poderia estar ali uma oportunidade de negócio. Assim nasceu a Bessa Swimwear. “A Sofia teve a ideia de criarmos uma linha de fatos de banho. Disse-lhe que isso teria de ser feito numa fábrica e que se queríamos mesmo avançar, o melhor seria fazê-los apropriados à minha idade, porque hoje em dia não há fatos de banho com um ar moderno, mas clássico, requintado, para mulheres com gordura, com peito natural, mulheres normais... Juntas temos mais energia e criatividade e foi assim que nasceu a nossa marca”, explicou Mafalda.
Orgulhosa deste seu novo projeto, o maior desejo da empresária era partilhá-lo com a pessoa que mais falta lhe faz, Nicolau Breyner, que morreu há 15 meses e com quem foi casada durante quase dez anos, mas que conhecia desde a adolescência. E uma conversa que começou por ser sobre um projeto profissional rapidamente se transformou noutra, cheia de saudade e algumas lágrimas.
– Iniciaram o projeto em janeiro, mas entretanto já apresentaram a vossa coleção...
Mafalda Bessa –
Sim, e até queríamos ter apresentado um pouco mais cedo. Queríamos peças com qualidade, resistentes, bonitas, e nunca pensei que fosse tão complicado. Para já, fizemos uma coisa pequena, para apresentar a nossa marca e para ver a aceitação. A ideia será exportar e depois aumentar a coleção, incluindo saídas de praia, por exemplo, mas sempre para mulheres em torno dos 50. Acho que será uma boa aposta.
– Passou pouco mais de um ano desde a morte do Nicolau e estar ocupada com projetos é uma ajuda...
Sim, traz-me um objetivo. Apesar dos meus filhos [o ator Tiago Teotónio Pereira e os mais novos, Vasco e Mónica] serem ótimos e só me darem alegrias, a minha vida ficou um bocadinho sem objetivos. Perdi várias pessoas importantes na mesma altura. Este projeto precisa de mim e isso é bom. Os meus filhos já não precisam, apesar de eles dizerem que sim, mas Graças a Deus já estão criados. Não consigo usar lugares comuns sobre este assunto... Metade da minha cabeça está sempre e diariamente ocupada pelo Nico. Não o sinto presente, ele não está cá, mas está aqui tudo o que vivi com ele e eu tenho muita sorte, porque foram muitos anos, tenho recordações dele desde os meus 14 anos.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1141 da revista CARAS.
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