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Depois da derrota em Roma, Pedro Kol vai de novo bater-se pelo cinturão europeu

Em abril, Pedro perdeu o título de campeão europeu de ‘kickboxing’ frente ao italiano Alessandro Moretti, mas em breve vai voltar ao tapete, disposto a reconquistar o cinturão.

André Barata
22 de junho de 2017, 14:00

A sua compleição física não deixa adivinhar que é dentro de um ringue, com golpes de punho e de pernas, que leva o público ao rubro e arrecada títulos sem fim. Falamos de Pedro Kol, o prodígio do kickboxing em Portugal. Apesar de ser licenciado em Ciências do Mar e em Gestão, Pedro descobriu cedo a paixão pelas artes marciais e aos 34 anos, faz do kickboxing profissão, sendo campeão do mundo e ex-campeão europeu. Este último título perdeu-o a 29 de abril, depois de uma polémica decisão médica durante um combate, em Roma, contra Alessandro Moretti. Por isso, e com o acordo do lutador italiano, em breve deverão disputá-lo de novo.
Embora afastado da competição há dois anos, Pedro nunca deixou de treinar todos os dias na sua academia, a Kolmachine, onde também passa aos mais novos – e não só –, o que aprendeu ao longo da vida.
– Como surgiu o seu interesse pelo kickboxing?
Pedro Kol – Não consigo explicar como tudo começou, acho que nasceu mesmo comigo! Na minha família não havia esse gosto e eu comecei a ver tudo o que era desenhos animados com artes marciais, filmes com o Bruce Lee, e adorava aquilo! Mascarava-me de ninja, comprava matracas, espadas... Enfim, gostava das artes marciais. Aos oito anos, comecei no taekwondo, no Sporting, e mais tarde experimentei o kickboxing e descobri a minha paixão. Nunca mais parei.
– Tinha um talento natural para este desporto?
Não era considerado um talento, foi muito por trabalho. Era magro, fraquinho, tinha pouca flexibilidade, não era coordenado... Foi trabalho, puro e duro. Tinha um foco muito forte.
– E as conquistas surgiram depressa. Queria provar todo o seu valor dentro do ringue?
– Para mim, vencer era muito importante. Queria títulos, ser reconhecido! Até aqui, na Kolmachine, as pessoas que querem treinar comigo vêm porque conhecem o trabalho que desenvolvi ao longo destes anos.
– É fácil selecionar um momento da sua carreira e elegê-lo como o mais importante?
– O ano de 2007 foi um momento muito forte. Fui campeão nacio­nal de profissionais, campeão da Europa pela primeira vez e ganhei um torneio muito importante. E o ano em que me sagrei campeão do mundo, 2015, foi muito intenso, porque também abri a academia.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1141 da revista CARAS.
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