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Fábia Rebordão assegura: “Não tenho medo de dar nas vistas”

A fadista, que foi nomeada para um Globo de Ouro, revela o que a faz feliz, dentro e fora dos palcos.

Marta Mesquita
17 de junho de 2017, 14:00

De uma mulher com quase 1,80 metros, só podia sair um vozeirão. Fábia Rebordão tinha seis anos quando cantou pela primeira vez e apaixonou-se para sempre. Este amor ‘à primeira vista’ já deu frutos, ou melhor, dois discos. O último, Eu, de 2016, valeu-lhe uma nomeação para o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual, mais um reconhecimento num percurso onde o fado tem merecido lugar de destaque. Mas não são só a voz e o talento da cantora, de 32 anos, que dão nas vistas. Dona de um estilo irreverente, Fábia gosta de ser igual a si própria, mesmo que isso a torne diferente de todos os outros. Além disso, depois de ter perdido cinquenta quilos, a cantora garante que se sente “mais feliz” e segura de quem é.
No seu dia-a-dia, cabem ainda outras ‘melodias’. A viver há oito anos uma relação com o fadista, músico e compositor Jorge Fernando, de 60 anos, Fábia admite que sonha casar-se e ter a sua própria família.
– Sempre quis cantar?
Fábia Rebordão – Sempre! Quando, aos seis anos, cantei pela primeira vez, percebi que era o que queria fazer. E nunca fiz mais nada.
– O que é que a música lhe dá de tão único e absoluto?
– A música liberta-me. Posso ser autêntica. Quando canto, desnudo-me totalmente. Perco a timidez e os medos. Abrimos a boca e os sentimentos fluem. O ambiente fadista é muito emotivo. Cantamos à luz das velas, sem qualquer rede. E é ali que acontece a magia. Adoro fazer concertos e viajar, mas quando regresso à casa de fados é algo único.
– Tem uma imagem muito marcante: opta por visuais pouco comuns e usa acessórios muito extravagantes. É a Fábia que sobe ao palco ou é uma ‘personagem artística’?
– Sou naturalmente assim. Mesmo no dia a dia, gosto de me arranjar. Valorizo o pormenor e a diferença. Claro que quando vou atuar é tudo mais elaborado, mas sou eu. Sou incapaz de sair à rua sem estar bem. No palco, aparece uma Fábia mais aprimorada e devo isso ao Eduardo Beauté e ao Valentim Quaresma, que tratam da minha imagem.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1140 da revista CARAS.
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