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Cristina Freitas: “Nem sempre é fácil passar uma mensagem de força”

A jornalista da SIC Porto, vencedora de um prémio pela série ‘Vencer o Cancro’, fala-nos da sua vida pessoal e profissional.

Joana Brandão
17 de junho de 2017, 10:00

Orgulhosamente portuense, é um dos rostos da SIC Porto, televisão onde estagiou quando terminou o curso de Jornalismo e Ciências da Comunicação, já lá vão quase 11 anos, e de onde nunca mais saiu. Com Lúcia Gonçalves, assinou as grandes reportagens Vencer o Cancro (2008) e Sobreviventes (2011), e a área da saúde tornou-se a sua especialidade. Entretanto, em outubro passado, Cristina Freitas estreou-se como pivot, a apresentar o Jornal de Desporto da SIC Notícias.
Viajar, fazer desporto, ouvir música e ir à praia são as coisas que mais gosta de fazer quando não está a trabalhar. Serena, profissional e atenta aos detalhes, Cristina, que se casou há um ano e meio com o engenheiro informático Pedro Silva, e já pensa em constituir família, partilhou com a CARAS alguns dos seus planos para o futuro.
– Está na SIC há dez anos e estreou-se recentemente como pivot. Como surgiu o jornalismo na sua vida?
Cristina Freitas –
Ser jornalista não era um desejo de criança. Em miúda dizia que queria ser obstetra ou veterinária. Já mais crescida, cheguei a pensar seguir desporto, mas aos 14 anos decidi ir para Humanidades para estudar Jornalismo. Entrei na Faculdade de Letras do Porto e adorei o curso, era muito desafiante e prático. Lá, fiz amizades para a vida.
– E como chegou à SIC?
– No final do curso tínhamos de fazer um estágio curricular e consegui a única vaga que havia na SIC Porto. O estágio foi espetacular e um mês depois de ter terminado fui surpreendida com uma chamada do Pedro Cruz a convidar-me para voltar. Comecei no dia 1 de julho de 2006. Fazia o trânsito e informação, até que a Lúcia Gonçalves – na brincadeira, digo que é a minha madrinha – me chamou para fazer a série de reportagens Vencer o Cancro, em 2008/2009. Passei muito tempo em hospitais, o que acabou por determinar a minha especialidade. Hoje, a saúde é a área em que mais gosto de trabalhar. Entretanto, também fiz com a Lúcia o programa Sobreviventes, em 2011.
– E como foi lidar com assuntos tão tristes? Conseguiu distanciar-se emocionalmente?
– Tenho cada vez mais sensibilidade para tratar estes temas. Todos temos à nossa volta pessoas mais ou menos próximas que já tiveram cancro, é um assunto com que nos identificamos facilmente. Pus-me muitas vezes no lugar das pessoas que acompanhámos. E percebi que por muito que queiramos passar uma mensagem de força, não é fácil. Um dos meus melhores amigos faleceu com cancro, aos 31 anos, e a primeira vez que entrei no IPO sem ser em trabalho, senti uma grande diferença. Nunca mais entrei no IPO da mesma maneira...
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1140 da revista CARAS.
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