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Judite Sousa: “Sofro de uma doença crónica”

Pivô admite que o trabalho é um refúgio para lidar com os problemas de saúde.

CARAS
15 de junho de 2017, 17:38

Quase três anos depois da morte do filho, André Sousa Bessa, aos 29 anos, Judite Sousa continua tentar encontrar forças para continuar com a sua vida. E nesta batalha o trabalho tem sido o seu grande aliado, como admitiu numa entrevista ao Jornal de Notícias. “Sempre trabalhei muito enquanto profissional, sempre me dediquei muito à minha profissão e à minha carreira. Isso é verdade. Outra coisa, completamente diferente, é trabalhar muito enquanto doente. E eu sou uma pessoa doente, sofro de uma doença crónica, que me vai acompanhar até ao fim dos meus dias", afirmou a Diretora Adjunta de Informação da TVI, de 56 anos. "Uma pessoa que sofre de uma doença mental tem de trabalhar, não pode ficar em casa enterrada no sofá, porque isso pode levar a um desfecho trágico. Isto é um facto, são os médicos que o dizem", concluiu.
Recorde-se que André Sousa Bessa morreu no dia 29 de junho de 2014 após um acidente trágico numa piscina. Segundo o relatório de autópsia realizado pelo Instituto de Medicina Legal, a morte do jovem deveu-se a uma lesão na cabeça e não a afogamento, como se acreditou inicialmente. Depois de ouvidas várias testemunhas e efetuados vários exames, a Polícia Judiciária de Setúbal concluiu, no seu relatório, que a morte foi acidental. De acordo com o mesmo documento, o jovem, na altura com 29 anos, desequilibrou-se quando estava sentado à beira da piscina e, ao bater com a cabeça na pedra de uma cascata, sofreu uma fratura no tronco cerebral. Ficou ainda apurado que não estava sob o efeito de drogas ou álcool.
Judite Sousa lançou recentemente o livro, Pensar. Sentir. Viver, que escreveu com o psiquiatra Diogo Telles Correia. Nesta conversa a duas vozes, a depressão, a ansiedade e a doença mental grave são assuntos que deixam de ser tabu e que são esmiuçados ao longo de quase 200 páginas. Na apresentação desta obra, em maio último, e perante uma plateia repleta de amigos e familiares, a jornalista não conseguiu esconder a emoção quando agradeceu o apoio que tem recebido dos "amigos íntimos, do coração". Sem nunca falar do filho, Judite mostrou que continua a não baixar os braços perante a dor: "A vida é feita de contrastes, ciclos e temos de estar preparados para lidar com as adversidades no tempo confuso, complexo e perturbante em que vivemos. Um tempo que nos põe à prova em cada minuto".

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