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Cristina Ferreira: “Irei sempre dar a volta à minha vida, não me demoro na tristeza”

A apresentadora assumiu que há dias em que lhe apetecia ter alguém, mas diz que não é menos feliz por isso.

Vanessa Bento
11 de junho de 2017, 12:00

Considerada a Oprah portuguesa, Cristina Ferreira parece ter toque de Midas: tudo onde toca se transforma em ouro. Ainda assim, diz que não é o sucesso que a define. A poucos meses de fazer 40 anos, a apresentadora falou com a CARAS, durante uma viagem a Cannes, onde esteve enquanto embaixadora da Magnum, e explicou-nos o que a caracteriza e completa enquanto mulher e mãe de Tiago, de oito anos.
– Hoje é muito mais glamorosa. Sente que também é mais confiante?
Cristina Ferreira – Completamente. Estou a anos-luz do que era. Sempre fui muito tímida e continuo a ser. Há até quem confunda a minha timidez com alguma arrogância. No entanto, sempre fui, de alguma forma, confiante. Mas vou fazer 40 anos em setembro e acho que crescemos muito dos 30 para os 40. Hoje, tenho uma alimentação mais saudável, faço ginásio e tenho um corpo muito melhor do que tinha aos 20 anos. Hoje tenho uma confiança inabalável e podem dizer o que quiserem de mim. E quando digo que sou mais importante na minha vida do que o meu filho, é verdade. E digo isto propositadamente, porque acho que há muitas mulheres que se menorizam perante os filhos. Os filhos são nossos, mas são mais deles. Eles são mais importantes na sua própria vida do que nós. Porque eu posso ir desta para melhor e o meu filho continua a existir. Portanto, ele existe sem mim e eu tenho de existir sem ele. Educo-o para que perceba que estou lá, mas que existo para além dele. Quero que ele sinta que sou apenas um suporte e que sou muito feliz a fazer coisas sem ele. Porque acho que é isso que o vai motivar a ter uma vida feliz.
– Quer, com isto, formar uma pessoa segura?
– É só o que quero! Quero que ele tenha noção de que pode ser tudo o que quiser na vida. Dou um exemplo: estivemos em casa do Manuel [Luís Goucha] e ele tem um companheiro. O meu filho podia estranhar, mas não falei com ele previamente. E esteve lá com os dois maravilhosamente. Só mais tarde é que me perguntou se o Manuel não tinha filhos. E eu expliquei-lhe. Foi tudo tão natural que sei que, seja qual for a escolha que o meu filho fizer na vida, vai saber que pode vir ter comigo sem o menor dos problemas. Há a tendência de perguntar aos miúdos se já têm namorada. E um dia ele disse-me isto e eu respondi-lhe, com a maior das naturalidades: “Namorada ou namorado, porque o amor pode ser o que tu quiseres.” Só não quero que o meu filho sofra, e por isso acho que o estou a educar bem.
– O Tiago é filho de pais separados, mas a Cristina e o Casinhas parecem lidar muito bem com isso...
– Sim. E sou tão feliz por ser assim! Tenho o maior orgulho no pai do meu filho, tenho o maior orgulho na forma como gerimos a situação, tenho o maior orgulho em dizer que ele é importantíssimo na minha vida e tenho o maior orgulho por continuarmos a ser uma família. Porque há o Tiago. Ele não tem noção nenhuma de que nós não somos uma família dita ‘normal’. Acho que ele sente que isto é que é o normal. Tenho a felicidade do Tiago estar todos os dias com os dois, comigo e com o pai. Só há um pequenino pormenor, que não lhe faz diferença: não dormimos todos na mesma casa. De resto, é tudo perfeito.
– Só lhe falta voltar a viver um grande amor...
– Há espaço para isso, sim, mas essas coisas não se provocam. Estou bem. Há dias em que me apetecia ter alguém, mas não sou menos feliz por isso.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1139 da revista CARAS.
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