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António Saldanha recorda o avô numa tarde de emoções

Como neto mais velho de José Luiz de Saldanha Oliveira e Sousa, coube a António Saldanha a responsabilidade de reunir num livro as cartas que o seu avô escreveu a Salazar.

Andreia Cardinali
10 de junho de 2017, 16:00

Sessenta anos após a morte de José Luiz de Saldanha Oliveira e Sousa, o seu neto mais velho, António Saldanha decidiu que estava na altura de publicar as cartas que o seu avô escreveu a António de Oliveira Salazar, entre 1935 e 1938, com o pseudónimo de Barão de São Maduro. O livro, intitulado Cartas a Salazar que me Levaram à Prisão reuniu dezenas de personalidades no Palácio da Independência, em Lisboa. “Este livro tem o principal intuito de homenagear a memória do meu avô, a qual deixou nos seus filhos e netos uma recordação indelével, pela permanente manifestação do seu enorme interesse por todos nós e o desejo de transmitir e partilhar connosco uma grande e multifacetada cultura. Sinto que tenho uma particular obrigação moral de divulgar uma figura no meu entender tão assinalável como ele foi”, explicou António Saldanha, contando em seguida como conseguiu reunir o espólio do seu avô: “Tinha umas cartas em casa e as outras fui buscá-las à Torre do Tombo, ao arquivo Salazar e da PIDE. São mais de 400 e acredito que estas cartas fazem parte da nossa história.”
Miguel Horta e Costa desconhecia a história do autor, mas, pela amizade que o liga à família, quis estar presente no lançamento. “Fiz questão de vir apoiar um amigo que está a recordar o avô e a dar a conhecer o seu trajeto. Sou amigo do António, além de sermos comodoros do mesmo clube”, disse-nos o comodoro do Clube Naval de Cascais.

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