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Sofia Ribeiro: "Ninguém merece pouco amor"

Atriz prepara-se para fazer uma novela.

Vanessa Bento
4 de junho de 2017, 14:00

O sorriso rasgado e sincero de Sofia Ribeiro, que condiz tão bem com o brilho especial que tem hoje no olhar, deixam antever uma mulher que tem a profunda certeza da dádiva que é a vida. É esta concretização, que chegou depois do mais duro diagnóstico de cancro da mama, conhecido no final de 2015, que faz de Sofia uma pessoa diferente. Diferente até da própria Sofia de antigamente.
Depois de três meses no Brasil, onde esteve a apostar em si e na sua carreira, a atriz regressou a Portugal e falou com a Caras sobre esta experiência transformadora. Na bagagem, trouxe consigo os sonhos e as vontades que pretende concretizar tanto cá, como lá. E enquanto não regressa ao Rio de Janeiro, Sofia Ribeiro já pensa no seu regresso à televisão. “Em breve começo a trabalhar no próximo projeto, que será uma novela, e estou muito feliz. Cheia de vontade de voltar ao trabalho. Este foi um projeto muito desejado”, assume.Fora da conversa ficou um assunto que só veio a público depois desta entrevista: o facto do pai da atriz estar internado com um diagnóstico de cancro no pulmão.
- Escreveu que estes meses lhe valeram por anos. Este foi o início de um novo ciclo? É por isso que esta experiência se revelou tão importante e intensa?
Sofia Ribeiro -
Sim. Foi como começar do zero, num lugar onde poucas são as pessoas que sabem quem é “a Sofia”. Torna-se tudo menos viciado, sem julgamentos de valor ou até favoritismos. O que conta profissionalmente é o meu talento ou a falta dele, e nas relações com os outros, a empatia e o retorno foi maravilhoso. Saírmos do nosso ninho e perceber que somos capazes de recomeçar onde quisermos é libertador. Fazer testes, castings, cursos e amigos sem ter nenhuma pressão de ter que provar a alguém o que quer que seja, só por amor e prazer, traz uma paz interior especial e isso consequentemente desbloqueia-nos para a vida.
- É importante para si, para a sua auto-estima, recuperar a imagem que sempre teve? Ou não passa por aí?
- A imagem que “sempre” tive não voltarei a ter mais. Tudo muda, tanto por dentro, como por fora. Seria até cruel comigo procurar isso. Não o faço até porque o corpo que tinha antes de ficar doente, hoje já não condiz comigo. Seria um corpo que não me pertence. Eu procuro sentir-me o melhor possível com o que sou hoje, não com o que um dia fui. Pratico exercício acima de tudo porque quero manter-me saudável e junto o útil ao agradável, tentando alcançar os objetivos físicos que me deixam feliz.
- Está na hora de voltar a viver um grande amor?
- Não acredito que haja uma hora para viver um amor. As coisas acontecem quando têm que acontecer. Honestamente, nem penso nisso. Já me desiludi e magoei muito no passado. Muitas vezes por medos infantis de nos sentirmos sozinhos, inseguranças tontas que hoje, à distância, considero absurdas. Mas a verdade é que muitas vezes construímos relações com base em expetativas erradas. Expetativas criam dependência, angústia, conflitos interiores e o amor, a meu ver, não é nada disso. O amor é leve, profundo, mas libertador. É construtivo e nunca o contrário. Estes últimos dois anos comigo fizeram-me descobrir que não há melhor companhia que a minha. Eu hoje sou a minha melhor companhia! Por isso, se não for para ser leve, simples e verdadeiro então estou e ficarei ótima sozinha. Já me contentei muito, com pouco, no passado. Hoje, de pouco, só quero o drama. Quero sorrisos. Ninguém merece pouco amor.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1138 da revista CARAS.
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