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Judite Sousa: “Sinto que sou forte. Mas uma pessoa forte pode tombar”

A pivô da TVI recordou a fatídica madrugada em que o filho sofreu um acidente numa piscina, em 2014.

Cristiana Rodrigues
17 de maio de 2017, 16:15

Há quase três anos, quando o filho, André Sousa Bessa, morreu, na sequência de um acidente numa piscina, Judite Sousa foi desafiada por Cristina Ferreira para lhe dar uma entrevista a falar no assunto. Mas só agora a pivô da TVI decidiu fazê-lo. À revista da apresentadora, Judite Sousa faz declarações emocionantes e recorda a fatídica madrugada. “Eu estava numa festa de anos, na madrugada de 27 para 28 de junho [de 2014]. Eram três e meia da manhã. Estava com um grupo de amigos e senti-me profundamente mal. Indisposta. Algo me dizia que qualquer coisa estaria a acontecer. Despedi-me dos meus amigos à pressa dizendo-lhes que me estava a sentir mal e queria ir para casa. Estava no Tamariz [Cascais]. Meti-me no carro e em 15 minutos cheguei à casa onde vivia na altura, no Chiado. Estava a meter a chave à porta quando o meu telefone toca. Do outro lado da linha estava um dos melhores amigos do meu filho que me diz: ‘O André teve um acidente. Passo agora mesmo em casa da Judite e vamos para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal’”, começa por contar Judite, que prossegue: “Mas quando o amigo do André me telefonou, eu senti que o meu filho não estaria vivo já. Algo me disse que o meu filho não estaria vivo.”
Emocionada, diz ainda: “O meu filho partiu com um ar sereno, feliz, com um ligeiro sorriso e muito tranquilo. Não sentiu o que lhe aconteceu”, garantia que os médicos lhe deram e que assume que reconforta um pouco. Assimilar uma perda destas, diz, é um longo processo: “É uma dor com a qual temos que aprender a viver. É uma dor incomparável. Como se fosse uma doença crónica. E temos de aprender a viver com ela até ao fim dos nossos dias. Aqueles que são capazes de aprender a viver com ela. (...) Estou em processo de aprendizagem e acho que vou continuar.” O sofrimento, esse é contínuo e não tem fim: “Eu sofro. Eu sofrerei até ao fim da minha vida. Como todas as mães e todos os pais que perderam filhos. É a mesma coisa e não há diferença alguma entre ser-se figura pública e não ser figura pública.” Já no final da entrevista, a jornalista revela: “Sinto que sou uma mulher forte. Mas também sinto que qualquer pessoa que se diz forte pode tombar.”

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