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Gracinha Viterbo: “A família é a minha base, mas o trabalho é a minha paixão”

De volta a Portugal depois de três anos em Singapura, a designer de interiores abriu um espaço no Estoril. Feliz com o regresso, Gracinha tem contado com o apoio do marido, Miguel Vieira da Rocha, com quem trabalha e dos quatro filhos de ambos, Santiago, Guilherme, Benjamim e Alice.

Andreia Cardinali
30 de abril de 2017, 10:00

A vida de Gracinha Viterbo, de 39 anos, é repleta de cor, amor, alguma irreverência e muita imaginação. E isso vê-se em cada recanto do seu espaço Cabinet of Curiosities, no Estoril, e percebe-se em cada palavra sua sobre a sua família, em especial sobre o marido, Miguel Vieira da Rocha, e os quatro filhos, Santiago, de 12 anos, Guilherme, de dez, Benjamim, de nove e Alice, de sete.
Regressada de Singapura onde viveu durante três anos por motivos profissionais, a designer de interiores decidiu que estava na altura de abraçar um novo desafio e viver outra fase profissional, sem, obviamente, deixar de parte as suas raízes na decoração.
– Este espaço é muito diferente do antigo atelier...
Gracinha Viterbo –
É verdade... No meu regresso de Singapura apetecia-me inaugurar um capítulo na minha vida e, juntamente com o Miguel, decidimos criar este espaço. Aqui estou mais próxima do público e mostro um pouco do meu mundo através de peças que já tinha em armazém, oriundas das diversas viagens que faço e outras novas. Eu própria sempre tive dificuldade em encontrar um espaço que tivesse as peças que eu procurava e este é esse espaço.
– Como surgiu esta ideia?
Era uma ideia antiga. Durante muito tempo, este espaço foi o meu escritório. É uma das casas mais antigas do Estoril, muito compartimentada, e eu adoro a ideia e o conceito do Cabinet of Curiosities dos séculos XVIII e XIX, em que viajar era um luxo e as curiosidades que se traziam eram expostas num armário para as pessoas verem que se era uma pessoa com cultura geral alargada. Para mim, esta é uma ideia poética, que depois ficou ligada aos antiquários e eu quis reproduzir isso aqui, mas em grande formato, com várias salas onde se encontram objetos diferentes para levar para casa, numa altura em que há uma certa massificação do design.
– Como é que uma mulher com ‘tantos braços’ consegue equilibrar o lado profissional com o pessoal?
Sou imperfeita, como todas as mulheres, mas tenho a mesma força que todas têm. Gosto muito deste movimento de empowerment da mulher e acredito que todas nós tornamos as coisas possíveis, mas claro que também há dias difíceis. Com organização e com ajuda, claro, tudo se faz. Depois, tenho um marido com quem trabalho e que me ajuda muito, é um grande companheiro, e os meus filhos já estão com uma idade que me permite abraçar outros projetos. A família é a minha base, mas o trabalho é a minha paixão e é esse equilíbrio que me faz bem.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1133 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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