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Sónia Balacó: “Para ser feliz, preciso de me alimentar de arte e de criar”

Dividida entre a poesia e a representação, a atriz e autora prepara projetos nas suas áreas.

Vanessa Bento
29 de abril de 2017, 10:00

Sónia Balacó é feita de poesia e de arte, e tudo nela se consubstancia com a maneira como está e olha para o mundo. O seu primeiro livro de poemas, Constelação, é prova disso e apenas veio reforçar a mensagem que a atriz tem tentado passar através do seu trabalho. E que é reveladora da pessoa que é. “Todos temos capacidade de ação sobre o mundo e gostava mesmo de deixar este sítio melhor. Há tanta coisa boa que podemos fazer, mas ficamos perdidos no mundano e acabamos por não cumprir esse papel de criadores da mudança. Há um texto da Yoko Ono, que diz para experimentarmos não dizer mal de ninguém durante três dias, depois três semanas e por fim três meses e ver o que isso faz à nossa vida. Eu sigo esta máxima. Escolher sair desse sítio de negatividade é abraçar uma maneira de viver mais luminosa”, sublinhou, durante uma conversa também ela cheia de luz.
– Como surgiu a poesia?
– Sinceramente, o ato poético é uma coisa que me é natural e é tão antiga como eu. Assim que aprendi a escrever, comecei a escrever poemas. Mas fazia-o em segredo, até ao livro.
– Demorou a tornar os seus textos públicos. Temeu, de alguma forma, o típico preconceito associado a uma cara bonita?
– O preconceito existe e sinto isso na minha vida, mas não tive esse medo. Acho que todas as mulheres devem sentir esse preconceito. Temos sempre que provar mais. Ainda temos muito para conquistar do ponto de vista da igualdade de género. Mas nunca tive, e continuo a não ter, medo de fazer coisas novas, nem de errar. Acima de tudo, tenho que ser quem eu sou. Faz parte da aprendizagem falhar, mas só chegas longe a tentar e a aprender. Na arte nunca há um resultado imediato. Tudo exige tempo e prática para poder ter qualidade.
– O que a completa como atriz?
– Procuro desafios e estou sempre na busca dessa experiência, de viver outras personagens que ainda não vivi e assim descobrir-me um pouco. As personagens são sempre um sítio recôndito de ti que não conhecias. Descubro para dentro a personagem. Todos nós temos o espetro da ação. Depois, há coisas que são os pilares da tua personalidade e outras a que não dás expressão. E a personagem dá-te hipótese de dares expressão àquilo que está ali e que não usas. Isto fascina-me.
– Entre a procura dessas ex­pe­riên­cias e a sua natureza nómada, há espaço e vontade para formar a sua própria família?
– Faz parte dos meus planos ser mãe. Deve ser maravilhoso. E ao trazer pessoas a este mundo, estamos a agir sobre ele, mostrando-lhes como a vida deveria ser. E aprendes muita coisa com eles. Os filhos não vêm só para serem ensinados, também nos ensinam muito. Tenho muita vontade de ser mãe, mas cada coisa a seu tempo.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1133 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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