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Sandra Faleiro: “É no teatro que me sinto em casa. É ele que me salva do dia-a-dia”

Começou no teatro aos 15 anos e diz que é no palco que se continua a encontrar, enquanto atriz e mulher. Atualmente, Sandra Faleiro está em cena no Teatro Villaret, com a peça ‘Dois Homens Completamente Nus’.

Vanessa Bento
29 de abril de 2017, 16:00

Sandra Faleiro tem uma beleza e uma doçura que inspiram uma enorme serenidade, mas no palco é uma força construtiva que não tem medo de abraçar a complexidade humana em nome das personagens. “É aqui, no teatro, que me sinto em casa. É ele que me salva, também, um bocadinho do dia-a-dia. O teatro tem esta coisa fantástica de nós podermos entrar em diálogo uns com os outros e colocar questões, e isso é fundamental para nos mantermos vivos”, disse-nos a atriz, num intervalo dos ensaios da peça Dois Homens Completamente Nus, em cena no Teatro Villaret, em Lisboa. Mesmo sendo o teatro a sua zona de conforto, Sandra admitiu: “Gostava de não ter a sensação de estar sempre a começar do início. As artes, no geral, são muito maltratadas, e estamos sempre em constante luta. E isso é inglório. Mas, ao mesmo tempo, sinto-me uma privilegiada, porque faço aquilo que amo”.
Mãe de Beatriz, de 16 anos, e de João, de nove, Sandra Faleiro já se habituou às fases em que, devido ao trabalho, rouba algum do seu tempo aos filhos, mas, mesmo assim, reconheceu que nunca é fácil. “Agora está a ser difícil gerir tudo, mas é uma fase. Nestas fases de imenso trabalho eles ficam com os avós, que ajudam muito, ou com o pai. E depois compenso-os, obviamente, quando estou mais em casa. Isto é por ciclos e eles já estão habituados. Cresceram assim, portanto, é normal para eles, não se sentem abandonados. Para mim é que não é muito fácil, tenho sempre muitas saudades deles. E às vezes fico com a consciência muito pesada, mas tenho que trabalhar”, confessou a atriz.
Sandra, que depois de se ter separado do marido, Bruno Bravo, no início deste ano, vive hoje um período de reencontro consigo própria, referiu ainda: “Foram 12 anos, estivemos juntos bastante tempo, e estou a adaptar-me. Agora é ver o que a vida me traz. Estou a aprender, outra vez, a depender só de mim, e isso é bom, porque de uma certa maneira esta liberdade está a fazer-me bem. Estou a perceber, outra vez, quem sou. É nestas alturas que entramos nestes balanços. Claro que todas as separações, mesmo quando são pacíficas, são difíceis, mas acontece.”

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