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Patrícia Bull: “Antes de ser mãe era mais pequenina e simplificada”

A atriz começa, aos poucos, a criar espaço na sua vida para voltar à representação.

Vanessa Bento
23 de abril de 2017, 10:00

Desde que teve o seu primeiro filho, James, há quatro anos, Patrícia Bull, de 38, começou a olhar para a vida e para as suas prioridades de forma diferente. Postura que se aguçou com a chegada de Francisca, há um ano e três meses. Por isso mesmo, a atriz e locutora decidiu respeitar as suas vontades e os seus timings e deixou a representação em stand by enquanto se dedicou por completo aos filhos. “Todas as decisões profissionais que tomo têm por base os meus filhos. Ainda estou muito dependente das rotinas e dos horários deles e tento conciliar o máximo possível. É importante para mim poder estar lá”, admite. Ainda assim, reconhece que já está na hora de voltar a abraçar projetos enquanto atriz. Para que a felicidade que sente ao lado do marido, Ricardo Gonçalves, com quem está há seis anos, e dos filhos, seja transversal a todas as áreas da sua vida.
– Há um ano que é mãe de dois. O que é que mudou com a chegada da Francisca?
Patrícia Bull – Tudo! O trabalho passou a ser a triplicar, mas é tudo muito bom. O medo que tinha de não conseguir gostar tanto do segundo filho como gosto do primeiro foi completamente ultrapassado. Não foi logo no primeiro, nem no segundo dia, mas é um amor sem explicação. No meu caso, não há diferença nenhuma de sentimentos para cada filho. Continuo a olhar para o meu filho com o mesmo amor e faço o mesmo com a Francisca. Não consigo distinguir o amor que tenho por um e pelo outro. Não tenho filhos preferidos, adoro os dois, um completa o outro. Já não consigo ver o James sem a Francisca, nem a Francisca sem o James. Houve uma altura em que estava muito cansada e toda a minha energia era para a Francisca e comecei a sentir que podia estar a fazer falta ao James, porque já não lhe dava tanto colinho nem atenção. Aí comecei a sentir alguma culpa. Mas houve uma pessoa que me disse que já estava a dar o melhor presente que poderia alguma vez dar ao meu filho e não tinha que sentir essa culpa. Estava a dar todo um mundo novo. E é verdade.
– O que é que os seus filhos lhe acrescentam?
– Tudo. São um universo sem fim por descobrir e desbravar. E isso fascina-me. Fascina-me não saber o que vai ser o dia de amanhã, que descoberta nova é que vão fazer... É infinito: o amor é infinito, a descoberta é infinita e diária, e acrescentam-me tudo. Tenho sempre mais um bocado de paciência, mais um bocado de amor, mais um bocado de calma. Se calhar, era mais pequenina e mais simplificada e agora sinto-me maior cá dentro. E conduzo a minha vida de maneira completamente diferente, por eles.
– A chegada de um filho altera sempre a dinâmica familiar e do casal. Como é que foi para si, enquanto mulher, lidar com isso?
– O papel do homem no meio desta equação é muito difícil. Ele fica um bocado afastado. Mas temos de ter alguma sabedoria e destreza para voltar a reunir a família toda e fazer com que o homem não se sinta desintegrado. Os filhos são tão meus que às vezes esqueço-me que também são do outro. É uma coisa umbilical. O meu marido sempre me ajudou bastante. Esteve ao meu lado nos partos, é o primeiro a pegar neles para lhes dar banho e faz tudo. Tenho essa sorte. Mas, em termos emocionais, em termos dessa ligação uterina, o homem está fora da equação. É preciso haver um equilíbrio no meio disto tudo.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1132 da revista CARAS.
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