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Sara Carbonero: “Os nossos filhos têm mais qualidade de vida em Portugal”

A CARAS esteve em Madrid com a jornalista espanhola, que numa entrevista exclusiva nos falou sobre a sua família e a vida no Porto.

André Barata
22 de abril de 2017, 10:00

Pelo segundo ano consecutivo, Sara Carbonero aceitou o convite para ser embaixadora da marca de protetores solares Piz Buin. Um pretexto viajarmos até Madrid e conversarmos com a jornalista espanhola, que vive no Porto com o marido, o guarda-redes do Futebol Clube do Porto Iker Casillas, e dos filhos, Martín, de três anos, e Lucas, de dez meses. Descontraída, Sara falou sobre a família, a vida em Portugal e os planos de futuro.
– Tem cuidados especiais com a sua pele ou a chegada dos filhos fê-la descurar-se um pouco?
– É natural que os filhos me ocupem grande parte do tempo, mas desde que fui mãe sou muito mais preocupada comigo. Tento, pelo menos, hidratar o rosto todas as noites. Depois, o Lucas e o Martín são muito branquinhos, por isso, sempre que vamos passear, tenho cuidados redobrados com a pele deles. Nem precisamos de ir à praia, basta fazermos caminhadas pela cidade, que tenho sempre de lhes pôr muito protetor solar.
– Revelou que ultimamente o exercício físico tem ficado para segundo plano. Nesse caso, qual é o segredo da sua boa forma?
– Tenho a sorte de ter uma boa genética. Ginásios não são a minha praia [risos]. Embora tenha os meus caprichos, tento ser o mais saudável possível. Interesso-me cada vez mais por saber que alimentos nos fazem bem por fora e por dentro.
– No seu blog diz que 2017 será um ano para abraçar novos projetos. Algum em concreto?
– Tenho o blog e a minha marca de roupa, Slow Love, que está em crescimento e que me rouba muito tempo! Estamos a fabricar a coleção em Guimarães e gosto de acompanhar tudo de perto. Há outros projetos em cima da mesa, relacionados com o jornalismo e a escrita, novas colaborações, mas nada fechado. Para além disso, estou também matriculada num curso relacionado com a minha área.
– Vivem no Porto há um ano e meio. Como tem sido esta aventura?
– A parte difícil foi mesmo encontrar uma casa! Depois, foi tudo surgindo naturalmente. Sempre recebi carinho de todas as pessoas, não tenho nenhuma experiência negativa. Mesmo com o Iker a jogar no Futebol Clube do Porto e nas fases menos positivas da equipa, as pessoas respeitaram-me e sempre me trataram bem.
– Certamente já terão locais preferidos para passear...
– É verdade que gostamos de alguns sítios e repetimos muitos deles [risos]. Com os miúdos, gosto muito de passear pelo Parque da Cidade. Vamos muitas vezes até Leça da Palmeira, onde a areia é mais branca e fina, aos Jardins do Palácio de Cristal, entre outros. Há muita escolha. Gostamos também de ir ao restaurante do The Yeatman, porque foi nesse hotel que vivemos durante os primeiros tempos no Porto. Já no nosso bairro, na zona da Foz, temos três ou quatro restaurantes de eleição. O Porto é um sítio muito agradável.
– A imprensa é menos intrusiva em Portugal. Isso pesa na decisão de se manter por cá?
– A minha decisão de viver em Portugal foi puramente pelo meu marido, mas é claro que isso é importante. Em Espanha sempre foram amáveis comigo, mas no Porto não encontro fotógrafos pelas ruas. Estamos muito mais tranquilos nesse aspeto.
– Gostava que os seus filhos crescessem em Portugal?
– Uma das melhores coisas da nossa vida em Portugal é a qualidade de vida que conseguimos proporcionar aos nossos filhos. Todo este contacto com o mar, com a natureza, é importante. Em Madrid era diferente, sem esquecer que aqui perdemos menos tempo a conduzir e vivemos perto de tudo! De casa ao colégio, por exemplo, demoro três minutos. Tenho tempo para tudo e os horários são mais rigorosos. Para os miúdos, é um sítio muito bom.
Como tem sido a experiência do segundo filho?
– O Lucas é um menino muito forte, com energia e agora quer agarrar-se a tudo o que lhe aparece à frente. Já se põe de pé, portanto, acredito que deve começar a andar em breve. O Iker começou a andar aos nove meses e acho que o Lucas não vai demorar muito mais. Estou muito mais calma nesta segunda experiência, mas não significa que não seja especial, muito pelo contrário. Ver os meus dois filhos juntos, a brincar, emociona-me muito.
– Eles são parecidos?
– Vê-se que são irmãos. O Martín é mais parecido comigo, o Lucas é como o Iker. Estamos todos em paz, cada um tem um semelhante [risos]. São dois miú­dos maravilhosos.
– Fez 33 anos há dois meses. É uma mulher muito diferente da que era, por exemplo, aos 23?
– Quando estava em Espanha, vivia tudo muito depressa, sem desfrutar. Acabei por perder muitas coisas e agora prefiro fazer menos coisas, mas mais bem feitas. Quando me perguntam se a vida muda depois de termos filhos, eu respondo que não, porque para mim foi na verdade uma nova vida. Sou completamente diferente. A maternidade libertou-me. Coisas que me pareciam importantes já não me preocupam. Agora estou bem, calma, em paz e tenho muito mais certezas daquilo que quero. Sou outra mulher e acho que sou melhor.

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