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Ricardinho: "Quero que falem de mim quando pensarem em futsal"

Aproveitámos uma visita do craque a Portugal para saber quem é fora do campo.

André Barata
16 de abril de 2017, 16:00

A viver em Madrid, onde representa o Inter Movistar, as visitas de Ricardinho a Portugal são poucas, grande parte para representar a Seleção Portuguesa de Futsal, como aconteceu neste caso. Entre entrevistas e conferências, o internacional português finta como se estivesse em campo, para poder aproveitar todos os segundos com os filhos, Lisandro, de nove anos, e Riana, de quatro, fruto de duas relações já terminadas.
E se em campo o “Mágico” é conhecido pela sua genica e imprevisibilidade, cá fora é uma pessoa humilde, com os pés assentes na terra, focado em fazer aquilo que mais gosta e com o objetivo de dar aos seus aquilo que não conseguiu ter quando era mais novo.
Aproveitando esta visita a Portugal, a CARAS quis conhecer o lado pessoal daquele que é considerado o melhor jogador de futsal do mundo.
– Qual é a primeira coisa que faz quando regressa a Portugal?
Ricardinho –
Vou sempre ao meu bairro [em Gondomar], ao sítio onde nasci, onde comecei a jogar futsal, onde comecei a dar os meus primeiros toques, a fazer os meus primeiros truques e, acima de tudo, onde estão os meus primeiros fãs! Vou lá e faço questão de registar o momento com um vídeo, explico que foi ali que tudo começou e partilho com os meus seguidores. Não esqueço as minhas origens.
– Dá valor a essas coisas que o dinheiro não compra?
Sem dúvida! O dinheiro ajuda toda a gente, mas não há nada que me deixe mais feliz do que ver os amigos que conheço há vinte anos ou chegar ao meu bairro e saber que, embora eu tenha condições para oferecer uma casa aos meus pais, eles não querem sair dali. Querem manter a essência da humildade. É algo que não se consegue aprender, nasce connosco.
– Do que mais sente saudades quando não está em Portugal?
Dos meus filhos. Sofro muito, mais que eles, claro, porque com a minha idade vejo as coisas de uma forma diferente. Sofro muito com a distância, com o facto de não poder ir levá-los à escola, não poder acordar com eles ao meu lado. Por mais que eu esteja próximo de Portugal, não tenho muito tempo livre e quando há, é para representar a Seleção, para ir a um evento, para dar a cara pelas minhas academias... É complicado, ainda mais porque o Lisandro vive no Porto e a Riana em Lisboa.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1131 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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