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Liliana Campos: “Só comecei a pensar na maternidade depois do casamento”

Aos 45 anos, a apresentadora do ‘Passadeira Vermelha’ está arrependida de não ter tido filhos.

Andreia Cardinali
16 de abril de 2017, 12:00

Liliana Campos é, inegavelmente, uma mulher encantadora, serena, elegante e muito bonita. Feliz ao lado de Rodrigo Herédia, com quem se casou há quase um ano, a apresentadora garante estar “tão apaixonada como no primeiro dia”. Arrependida de não ter tido filhos – por amor, já que teve de cuidar da mãe durante vários anos –, Liliana tem pensado mais seriamente sobre esse assunto, mas confessa que hoje tem algum receio de avançar, por já ter 45 anos. Ainda assim, diz que o melhor é deixar isso nas mãos de Deus.
- Está quase a fazer um ano de casada. Já dá para fazer um balanço da sua nova vida?
Liliana Campos – É verdade! O tempo passa tão depressa, é assustador! Casámo-nos no dia 13 de junho e ainda parece que foi há tão pouco tempo. Ainda estou encantada com as fotografias, com o momento, com a aliança... Mas a vida é igual à que tínhamos antes, não noto grande diferença. Não me sinto mais ou menos responsável, mais ou menos feliz, sinto-me igual, e julgo que o Rodrigo também.
- Está ainda mais apaixonada do que quando conheceu o Rodrigo?
- Estou muito apaixonada pelo Rodrigo, não digo que mais ainda, porque no início já foi tão forte que julgo não ter mais por onde crescer. Mas não sinto nada que a paixão vá diminuindo, pois ainda temos vontade de fazer muita coisa juntos. Acho que se pudéssemos dispor do nosso tempo, seria para estarmos juntos. E o amor, sim, tem vindo a crescer.
– Abdicou muito da sua vida pessoal devido à doença da sua mãe. Agora, após a morte dela, engravidar já pode fazer parte dos seus planos?
– Chegamos a uma altura em que acabamos por perceber que se calhar já é tarde. Vou fazer 46 anos e uma das decisões que tomei no início da nossa relação – digo eu, porque o Rodrigo tinha uma opinião diferente –, era a de que não iria ter filhos, porque não conseguia conciliar tudo. Além da parte emocional, que estava muito afetada com tudo o que estava a acontecer com a minha mãe, a nível físico a doença dela também me exigia muito esforço, e eu sabia que não podia engravidar, porque precisava de força para pegar nela. Foi por amor que escolhi não engravidar naquela que seria a altura certa para ser mãe, já que tinha encontrado o homem da minha vida. Hoje em dia penso que o poderia ter feito, porque há sempre quem ajude e tudo se faz, mas na altura gerimos a vida mediante aquilo que nos acontece... Se me arrependo? Claro que sim, mas estava tanta coisa a acontecer que não conseguia ter a capacidade nem o discernimento para pensar que iam passar-se tantos anos. E agora tenho algum receio. Claro que se ouve dizer que há mulheres que engravidam mais tarde, mas assusta-me a ideia de chegar aos 60 com um filho muito pequeno. Assusta-me pensar que poderei passar pouco tempo na vida de um filho. O Rodrigo sempre me disse que as coisas nem sempre são assim, que não podemos prever nada dessa forma... E a verdade é que também não quero passar para um filho o peso – porque a minha mãe também já foi mãe tarde –, de ter de tomar conta de mim. Claro que nesta fase, sem mãe e sem pai, acho que seria bom para mim. Não é que compensasse a falta deles, mas teria a quem dar amor de outra forma.
- E isso não a faz pensar que valerá a pena arriscar?
– Só comecei a pensar na maternidade depois do casamento, porque até lá ainda andava muito perdida com o que tinha acontecido e com a minha vida, que mudou muito após a morte da minha mãe. Só quando comecei a olhar de outra maneira para o tempo que tinha é que comecei a pensar nisso. Mas também acredito que aquilo que está reservado para nós é nosso, e que se Deus não quis que eu tivesse filhos é porque não tinha de ser. Claro que adorava ser mãe, deve ser a melhor coisa do mundo, mas não posso martirizar-me, até porque a vida é feita de opções e as minhas foram feitas por amor.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1131 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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