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“Bíblia” vale Prémio Pessoa ao tradutor Frederico Lourenço

Professor universitário, escritor e tradutor, Frederico Lourenço está a traduzir a “Bíblia” a partir do grego antigo.

Vanessa Bento
15 de abril de 2017, 14:00

Na sua 30.ª edição, o Prémio Pessoa, iniciativa do semanário Expresso e da Caixa Geral de Depósitos que anualmente distingue a atividade de figuras portuguesas que se destaquem na vida cultural e científica do país, foi atribuído a Frederico Lourenço, professor universitário, escritor e tradutor que se propôs traduzir a Bíblia a partir do grego antigo, tendo já publicado o primeiro dos seis volumes. “Frederico Lourenço é dono de um percurso notável e de uma opção singular, a de dar a conhecer aos leitores de português obras que nunca antes tinham merecido uma tradução feita a partir das suas línguas originais. E na crise de identidade que o mundo ocidental atravessa, o estudo e a compreensão do texto clássico que funda a nossa língua e a nossa gramática mental é essencial”, salientou Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri, na cerimónia de entrega, que teve lugar na Culturgest.
Visivelmente feliz, Frederico Lourenço agradeceu, sublinhando: “Sinto-me profundamente sensibilizado e grato por receber a honra deste prémio que, desde o seu início, todos nos habituámos a ver como um prémio especial, diferente dos outros. Sinto-me imensamente honrado por fazer parte da lista de pessoas a quem foi atribuído o Prémio Pessoa, não só pelo prestígio inerente a todos os nomes daqueles que já receberam esta distinção, mas também porque o meu próprio percurso tanto deve a mais do que um anterior premiado.”
Dando, depois, um cunho mais pessoal ao seu discurso, e demonstrando que os afetos são a base da vida, dedicou o prémio ao marido, André Nassife, e à memória dos pais. “A circunstância definidora da minha vida, pela qual me sinto mais grato, é o facto de ter tido os pais que tive, que me moldaram e fizeram de mim aquilo que sou. Eles merecem toda a minha gratidão. (...) Mas o meu maior agradecimento vai para o meu marido, André, que apesar de ter a tarefa difícil de me aturar, ainda consegue a proeza de, com frequência diária, pôr as nossas vidas – a dele e a minha, portanto, a nossa – a transbordar de felicidade. E isto não é exagero”, confessou, emocionado.

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