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João Maneira: “Não estou na televisão por vaidade ou para ser reconhecido”

Aos 21 anos, o Afonso de ‘Amor Maior’, da SIC, já sabe bem o caminho que quer percorrer.

Andreia Cardinali
2 de abril de 2017, 10:00

João Maneira estreou-se na televisão aos 11 anos, com a novela Fala-me de Amor. Passaram-se dez anos e hoje é um dos atores da sua geração mais requisitados da ficção nacional. Por isso, nunca esteve sem trabalhar. Um facto que lhe proporcionou uma adolescência atípica e do qual se orgulha muito, embora o faça sentir também uma responsabilidade acrescida de cada vez que abraça um novo projeto. Por isso, o Afonso de Amor Maior vive intensamente a sua profissão de ator, até porque tem cada vez mais certezas de que este é o caminho que quer prosseguir.
– Iniciar uma carreira aos 11 anos e trabalhar ininterruptamente desde então não é para todos...
João Maneira –
[Risos]. É muito bom poder começar e nunca mais parar. No início eu não queria ser ator, queria ser jogador de futebol, mas quando surgiu a primeira novela, Fala-me de Amor, comecei a adorar. Cada vez gosto mais.
– Tem sido fácil conjugar o processo de crescimento e amadurecimento com o mundo da representação e com tudo o que isso implica?
Agora talvez seja mais complicado, porque já sou maior de idade e trato de quase tudo sozinho, mas tenho conseguido ter sempre tempo para tudo. E quando era mais pequeno conciliava a escola, o futebol, o ginásio e os amigos com as gravações.
– O seu papel nesta novela tem uma carga emocional grande. Como se preparou para ele?
Sim, bastante grande, mesmo. Esta personagem foi encarada exatamente dessa forma. Tudo o que o rodeia é principalmente drama e o que a produção me pediu foi para o Afonso ser eu, o João, a viver literalmente aqueles problemas.
– E como é que desliga do personagem quando chega a casa?
Só vivemos aqueles problemas até um certo ponto. O trabalho de um ator é exatamente esse, passar uma emoção, um sentimento, sem estar realmente a senti-lo. Caso contrário, seria esgotante.
– Nestes dez anos tem conseguido manter sempre os pés assentes na terra o que não é fácil. Começou tão cedo que poderia ter-se deslumbrado...
Os meus pais sempre foram muito terra-a-terra, muito calmos, ponderados e transmitiram-me essa maneira de ser. Acho que também ajuda o facto de ter começado muito novo, já que percebi logo de início como é que tudo funciona. Sempre soube que o meu caminho não era o da vaidade em relação ao facto de acharmos que somos estrelas porque aparecemos na televisão. Sempre gostei muito do que faço e rapidamente percebi que o caminho era só esse, gostar do que faço, e se um dia deixasse de o sentir, partir para outra coisa. Não estou na televisão por vaidade ou para ser reconhecido. Neste mundo, um dia estamos em alta com trabalho e no dia a seguir ninguém quer saber de nós. E quero ter sempre essa noção, porque um dia posso não ter trabalho e tornar-se-ia complicado.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1129 da revista CARAS.
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