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Bruno Salgueiro: "O Bruce Lee é o meu Deus, se não fosse ele não estava aqui"

O 'personal trainer' partilha plano de treino no fascículo 'Extreme Makeover', que sai com a próxima CARAS.

CARAS
25 de março de 2017, 16:00

Sem saber, foi ao ver um filme de Bruce Lee, quando tinha nove anos, que o destino de Bruno Salgueiro ficou traçado. A paixão pelas artes marciais e pelo desporto cresceu, acompanhando o seu próprio crescimento, e a carreira de duplo surgiu no seu caminho com a certeza de que era esse o seu lugar. “Ser duplo ajudou-me a vencer os meus medos, ou melhor, a lidar com eles. E a lidar, também, com a ansiedade. Tive ataques de pânico e de ansiedade durante uma época da minha vida e consegui lidar com eles sabendo que não se vão embora, que fazem parte de nós e que podem ser canalizados para coisas boas”, confessou. Hoje, com 32 anos, mantém a certeza e o perfecionismo de quem quer sempre dar o seu melhor. Uma atitude que trouxe para o fitness, a sua segunda paixão, e que tenta incutir em quem procura os seus vídeos, através do blog Dicas do Salgueiro. Dicas que vai agora, também, partilhar com os leitores da CARAS, através do fascículo que integra a série Extreme Makeover, e que sai com a próxima revista.
– Foi, curiosamente, por causa da sua profissão, a de duplo, que se tornou personal trainer.
– É verdade. O trabalho de um duplo não é só fazer as cenas arriscadas, é também coreografar e desenhar a ação, o que implica não só ajudar os atores a tornarem a cena credível, como preocuparmo-nos com a segurança deles. E ao desenharmos as cenas, não só estamos a ensaiar com os atores, como também, muitas vezes, trabalhamos a própria fisicalidade de cada um. E alguns começaram a perguntar-me se não queria dar-lhes aulas particulares. Tirei um curso de personal trainer, musculação e cardiofitness, a que juntei mais tarde o curso de crossfit, e comecei a fazer as duas coisas.
– Porque é que sentiu necessidade de partilhar as suas dicas com as pessoas?
– Foi fruto de alguma depressão. Criámos as dicas – digo criámos porque não faço isto sozinho, somos uma equipa – há mais de três anos e antes disso passei por uma fase um pouco complicada, porque já fazia o que gostava e a minha vida era estar pronto para as oportunidades que surgiam. Não sendo eu o dono da empresa de duplos para a qual trabalho, a minha vida era treinar e esperar que o telefone tocasse. É pouco proativo e eu sentia que tinha mais para dar.
– Tanto tinha que hoje o seu sucesso é inegável..
– Confesso que não estava à espera de tanto êxito. Mas adoro que digam que foi um vídeo meu que ajudou alguém a começar. Mas não gosto de dar o peixe, gosto de ensinar a pescar. Ou seja, gosto de deixar as pessoas autossuficientes para serem proativas por elas próprias. Adoro motivar as pessoas, mas sem a disciplina própria, de nada servem as dicas. O primeiro passo tem que ser dado e tem que ser continuado, todos os dias, nem que seja um bocadinho. Isto não é diferente de fazer a cama diariamente. O exercício tem que fazer parte da nossa rotina, da nossa disciplina.
– Este fascículo pode ser um bom ponto de partida para quem não tem tempo para treinar. Também o é para quem quer mudar o seu estilo de vida?
– Sem dúvida. Os treinos são curtos e intensos. Os treinos mais longos são 30 minutos e é recuperação ativa. O treino efetivo, no máximo, dura 25 minutos. A ideia é aprender a incluir o fitness no dia-a-dia, ver que não é um bicho de sete cabeças, que é, na verdade, mais simples do que parece e perceber que não precisa de muito material, nem de material profissional, para obter resultados. Gostava muito que, de facto, este fascículo fosse um ponto de partida e não um princípio, meio e fim. Quero que a última semana deste plano seja a prova de que com pouco se faz muito.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1128 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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