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Com 42 anos de carreira, Rita Ribeiro garante: "Nada na minha vida foi fácil"

Contente com o desafio de fazer a peça 'Olívia & Eugénio, Uma Lição de Amor, a atriz sobe ao palco dia 24 de março.

CARAS
18 de março de 2017, 16:00

Rita Ribeiro, de 61 anos, já fez de tudo na área da representação nestes 42 anos de carreira, mas o palco é a sua casa. Atriz de corpo e alma, está cada vez mais apaixonada pelo que faz e, por isso, abraça todos os personagens que interpreta ainda com mais fulgor. É o caso de Olívia, personagem que desempenha na peça Olívia & Eugénio, Uma Lição de Amor, que estreia dia 24 no CAE da Figueira da Foz, uma galerista de arte em fase terminal com um filho que sofre de síndrome de Down.
Foi este o pretexto para uma conversa com a atriz, que abordou ainda temas como o amor, a família e a forma como se sente cada vez mais serena.
– Esta Olívia tem uma grande carga emocional...
Rita Ribeiro –
Sim, mas eu também tenho [risos]. Gosto de papéis com emoção, é essa a missão do teatro... Emocionar as pessoas e abrir as suas consciências a outras situações. A vida está sempre a mudar e o teatro acompanha essa mudança. Este trabalho é a minha vida neste momento e tem sido maravilhoso. Esta peça já me acompanhava há três anos, altura em que o Filipe La Féria disse que tinha visto uma peça que era a minha cara... Com Filipe ou sem ele, eu iria fazer esta peça, mas ainda bem que o estou a fazer com ele, porque ele é o ‘meu’ encenador: traduzimo-nos um ao outro e isso traz imensas vantagens.
– Contracena com dois rapazes com síndrome de Down, uma experiência diferente...
Completamente diferente. Tem sido um grande exercício de tolerância e adaptação. Temos de nos saber adaptar, de ser flexíveis. Para todos os que estão envolvidos, este é um grande exercício de flexibilidade e também uma aprendizagem diária e uma verdadeira lição de amor. Eles são absolutamente inocentes e ensinam-nos muito. Não racionalizam nada e talvez seja por isso que me dou tão bem com eles. Tudo neles é de uma enorme pureza e isso talvez seja o melhor de tudo nesta caminhada.
– Com 42 anos de carreira, ainda há muito por fazer?
Claro. Ainda tenho tudo para fazer. Quase tudo.
– É bom chegar aos 61 anos a sentir isso...
Não tenho consciência desse número. Não sinto a idade, acredito que podemos caminhar na vida sem envelhecer, mas isso requer trabalho. A atitude que temos na vida é muito importante, temos de ter coerência entre o que pensamos e sentimos, para não sabotarmos o que sonhamos.
– Quando olha para os papéis de mãe, avó, bisavó, como se sente?
Serena e grata. Sei que fiz o melhor que pude.
– Afortunada?
Nós fazemos a nossa sorte. Nada na minha vida foi fácil, nunca foi. Tudo foi sempre feito com trabalho e determinação. Tive muitos sucessos, o público tem uma afeição muito grande por mim e isso é que prevalece.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1127 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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