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José Fidalgo eleito o homem mais elegante: “Estou muito contente”

O ator ganha pela primeira vez esta eleição, no mesmo ano em que completa 20 anos de carreira.

Vanessa Bento
12 de março de 2017, 10:00

Embora mantenha uma postura discreta, José Fidalgo dificilmente passa despercebido. A prová-lo está a votação para a XXII Eleição de Elegância da CARAS, onde recebeu 22% dos votos, conquistando, assim, o primeiro lugar. “A nomeação é sempre um prémio, mas este primeiro lugar é um valor acrescentado, é a consolidação. Estou muito contente e acabo por ficar muito motivado, porque este reconhecimento é sinal de que a postura que tenho tido ao longo do tempo, e que é a única que me faz sentido, dá resultado”, salientou o ator, defendendo: “A elegância não se tem, conquista-se ao longo dos anos, das vivências com os outros, das nossas experiên­cias, daquelas que dividimos e partilhamos. Só assim é que temos noção do mundo em que vivemos, das nossas fronteiras e da nossa personalidade. E é a personalidade que nos dá o estilo, a atitude e a elegância.”
Aos 37 anos, e a celebrar 20 de carreira, José Fidalgo é uma das caras mais conhecidas da ficção televisiva nacional. E apesar de ser considerado um dos homens mais bonitos da televisão, o ator continua a olhar para si com um grande sentido crítico. “Somos sempre críticos, e enquanto atores nunca gostamos da nossa imagem. Exigimos muito de nós próprios, mas é tudo uma questão de princípio e de atitude. Acima de tudo, procuro sentir-me bem”, explicou. E é nesta procura pelo bem-estar que surge o desporto, sempre aliado aos cuidados diários. “Confesso que tenho os cuidados básicos que um homem moderno tem hoje em dia. A questão dos cremes, por exemplo: é essencial ter esse cuidado. Um ator, enquanto profissional que se expõe e que trabalha com algum nível de mediatismo, deve ter essa preocupação. E esta preocupação também passa pela cultura do físico, que é necessária para manter o corpo o mais elástico possível, a nível físico e mental, para poder encarnar as personagens que vão surgindo. Nesta cultura do corpo cabe tudo: pilates, ioga, ginásio, corrida, surf, caminhar, ler, jogar xadrez... O corpo alimenta-se de tudo isto. O desporto é um escape mental, é a disponibilidade de encarar objetivos e, ao mesmo tempo, acaba por ser uma forma de meditação”, reconhece. Contudo, a carga horária associada às gravações da novela Amor Maior já não lhe permite ir tão frequentemente ao ginásio como está habituado, o que tenta compensar através da alimentação. “Tento ser diversificado, mas não fundamentalista. Até porque não consigo, gosto de carne. Da mesma maneira que gosto de comer tofu, também gosto de comer secretos de porco”, admite o ator, com um sorriso honesto.
Confortável na sua pele, José Fidalgo lida bem com os inevitáveis sinais da idade. Mas se algum dia isso mudar, garante que não vê problemas em recorrer à cirurgia estética. “Todos nós pensamos em mudar. Nunca estamos satisfeitos e isso é bom. No dia em que isso parar de acontecer, morremos. Mas não teria pruridos nenhuns em recorrer a algum tratamento estético, porque acredito que devemos sentir-nos bem connosco próprios”, começa por dizer. “Honestamente, não é a questão de me sentir mais bonito. Aliás, com a idade sinto-me, sobretudo, mais velho e mais ponderado, porque é a vida que nos leva a ser assim. É a construção de uma pessoa ao longo dos anos. As rugas, as marcas de expressão, fazem parte da história de cada um. Até a roupa é parte dessa história. Neste sentido, não me consigo desfazer, por exemplo, de um par de calças que tenha viajado pelo mundo inteiro, porque me fazem lembrar aquelas pessoas que conheci, aqueles obstáculos que ultrapassei, ou seja, tem um valor emocional muito grande”, conclui José Fidalgo.

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