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Paulo Battista assegura: "Nunca me esqueço de onde vim"

O alfaiate posou ao lado da família e contou à CARAS a sua história de superação e sucesso.

CARAS
4 de março de 2017, 14:00

Paulo Battista, de 38 anos, cresceu sozinho no bairro social da Cruz Vermelha, em Lisboa, sem pai e com a mãe a trabalhar no estrangeiro. Contudo, nunca se vitimizou ou tão pouco ficou refém das suas circunstâncias. As dificuldades pelas quais passou sempre o fizeram ir à luta e a procurar um futuro melhor, bem diferente do presente que conhecia.
Depois de terminar o ensino secundário, o dinheiro era pouco e não foi para a faculdade. Começou a trabalhar e anos mais tarde, quase por acaso, é ‘apresentado’ à grande paixão da sua vida: a alfaiataria. Numa área muito tradicional, o rapaz de barba e carrapito, um verdadeiro dandy português, mostrou que a moda masculina podia ir muito além do clássico fato azul, criando peças mais ousadas e extravagantes. O seu sentido estético começou a conquistar clientes, tendo sido Manuel Luís Goucha o primeiro. Depois vieram Ricardo Quaresma, Adrien Silva, João Paulo Rodrigues e muitos outros. É conhecido como o “alfaiate dos famosos” ou como o “CR7 da alfaiataria”. Hoje, Paulo Battista pode ter tudo, mas nunca se esquece que, um dia, não teve nada.
Numa tarde passada ao lado da mulher, Susana, e dos filhos, Rafael, de 14 anos, Miguel, de nove, e Renata, de seis, o alfaiate conversou com a CARAS e revelou as linhas fortes e felizes com que tem cosido a sua vida.
– Como é que descobriu a alfaiataria? Era um sonho antigo?
Paulo Battista
– Não. Costumo dizer que foi a alfaiataria que me descobriu e não o contrário. Não tenho ninguém na família ligado a esta arte nem tão pouco à moda. Lembro-me que no final do 12.º ano tivemos de apresentar um projeto. Como estava a estudar artes, todos apresentaram uma coleção de roupa menos eu. Era algo que não me atraía mesmo nada.
– Nessa altura, qual era então o seu sonho?
– Vivia num bairro problemático e isso, de alguma maneira, condicionava as minhas possibilidades. Mas sempre fui um miúdo tranquilo, pacato e muito responsável. Cresci sem pai e a minha mãe teve de ir para fora do país trabalhar. E, às tantas, dei por mim num bairro social literalmente sozinho. Tinha sempre família por perto, mas passava as noites sozinho na minha casa. Nunca cheguei atrasado à escola ou faltei às aulas, porque sabia que tinha essa responsabilidade e não queria dececionar a minha mãe que estava a fazer tantos sacrifícios. Por isso, nessa altura, não tinha grandes expectativas. Ser uma pessoa honesta e arranjar um emprego era o suficiente para mim.
– Mas estava a terminar o 12.º ano. Ir para a faculdade era um objetivo?
– Não consegui ir para a faculdade por questões económicas e fui trabalhar como barman. Como queria sair da noite, arranjei trabalho numa loja de roupa, onde conheci a Susana. Tinha 22 anos e senti logo que era um amor para a vida.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1125 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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