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Francisca e Ricardo Pereira: “Vivemos um amor cada vez mais sólido”

Na véspera de regressarem ao Brasil, depois de terem estado alguns meses no nosso país, Francisca e Ricardo Pereira estiveram com os filhos, Vicente, de cinco anos, e Francisca, de três, no Belas Clube de Campo, onde passaram uma manhã divertida em família. O ator, que neste omento está a gravar a novela ‘Novo Mundo’ da Globo, diz que vê nos filhos duas crianças muito felizes, o que o deixa muito orgulhoso.

Cristiana Rodrigues
26 de fevereiro de 2017, 16:00

É um espaço verde a perder de vista. Fica a 15 minutos do centro de Lisboa e é o recanto que Francisca, de 33 anos, e Ricardo Pereira, de 37, escolheram para estar tranquilamente com os dois filhos, Vicente, de cinco anos, e Francisca, de três. Numa destas manhãs, bem cedinho, antes da partida da família para o Rio de Janeiro, a CARAS esteve no Belas Clube de Campo, onde testemunhou a alegria dos quatro. Juntos, andaram de bicicleta, jogaram golfe, correram e brincaram. “Brincar em trabalho com a família é muito bom”, diz o ator, que está neste momento a gravar a novela da Globo Novo Mundo, ao mesmo tempo que elogia o cenário de “sonho”. E enquanto conversámos, as crianças estiveram debaixo de olho.
– Quando olham para eles, sentem que estão no bom caminho enquanto pais?
Ricardo – É uma opção nossa deixarmos as coisas fluírem, a personalidade deles aparecer, serem eles próprios, serem intui­tivos e passarem por momentos de descoberta. E a verdade é que olho para eles e vejo sobretudo duas crianças felizes e isso chega-me.
Francisca – Edu­car é muito difícil, agora dou valor aos meus pais [risos]. É intuitivo, temos de falar a mesma língua e os valores têm de coincidir. Tentamos levá-los pelo caminho que achamos ser o mais certo. Como pais, acho que temos dado o nosso máximo. Serem felizes é o que mais nos interessa, mas claro que têm de ser educados, respeitarem-se um ao outro e as pessoas à volta deles.
– É dar-lhes as asas e deixá-los voar?
Ricardo – Eu gostaria que fosse só assim. Nós ensinamo-los a estar neste mundo, mas depois espero que cada um brilhe à sua maneira, que façam as escolhas que quiserem. É uma educação baseada na liberdade com responsabilidade que quero para eles. Que passem pelas etapas da vida com distinção, com respeito, com aprendizagens adquiridas e deixá-los voar da maneira que entenderem. Cada um terá o direito a fazer as suas escolhas, sem que sejamos nós a escolher por eles.
Francisca – Por enquanto as asas deles somos nós que as batemos, mas no futuro vamos de certeza dar-lhes essa liberdade. Se os privarmos e os protegermos demasiado, vai ser difícil voarem e criarem as próprias vidas.
– Faz muitos planos ou vai vivendo ao sabor do que surge?
Ricardo – Agora preocupo-me mais em preparar o futuro, por causa dos meus filhos. Depois, neste momento tenho de fazer mais planos para que o Vicente e a Francisca tentem ter uma vida o mais disciplinada possível no que diz respeito à escola, uma vez que a nossa vida é entre o Rio de Janeiro e Lisboa.
– Os filhos são, como se costuma dizer, uma prova de fogo para uma relação?
Francisca – No meu caso não é uma prova de fogo, acho que é um acrescento do amor. E quero ter mais filhos e o Ricardo também. Os nossos filhos vieram preencher um espaço que não tem limite, que venham mais.
Ricardo – Sim, são uma prova de fogo. Obrigam-nos a estar mais atentos, a entrar no ramo da educação, que é tão importante, a ter um espírito na vida de casal. Eles, a bem ou a mal, ocupam um determinado lugar lá em casa e estão à frente de todos. São o centro das atenções. Temos de os ouvir, compreender e vê-los crescer e, no meio de tudo isso, o casal ainda tem de dar atenção à vida a dois e encaixar isso neste novo mundo com crianças.
– Já disseram várias vezes que vão ter mais filhos...
O ano que passou foi muito intenso, ser pai é um trabalho permanente e eu tenho de ter disponibilidade para os meus filhos.
Francisca – Queremos ter mais, sim, mas estes são pequenos e queremos aproveitá-los. São amigos, brincam e fazem companhia um ao outro, mas já sinto falta de um bebé em casa. 2017 é um ano para pensar melhor nisso. Vamos ver...
– Por vezes o Ricardo tem menos tempo para a família. Cobram-lhe essa ausência?
Francisca – O Ricardo é muito presente, leva-nos para todo o lado, costumo dizer que andamos sempre todos juntos dentro da carapaça dele. E mesmo com o trabalho intenso que tem, consegue conciliar a vida profissional com a familiar com grande mestria. Por exemplo, este verão, eu e os miúdos viemos mais cedo para Portugal por causa do casamento da minha irmã e foi a primeira vez que estivemos mais tempo longe dele. Confesso que me custou e tive de ir ao Brasil ter com ele porque estava meio perdida. Não tencionamos repetir [risos].
– Ainda lhe custa essas ausência?
[risos] Não me habituo. Estamos sempre juntos. São quase 11 anos, entre namoro e casamento, e incluímo-nos muito na vida um do outro.
– Como têm sido estes 11 anos de vida em comum?
Ricardo – Tem sido uma grande aventura, temo-nos divertido muito. Tem sido uma experiência muito boa e uma viagem bonita de se fazer. Desde sempre que disse que queria encontrar uma companheira para ter ao meu lado, para viver comigo estas experiências, com quem pudesse ter uma vida familiar. Temos dois filhos que têm sido duas experiências incríveis, está ser uma descoberta, um amor maravilhoso, uma aprendizagem. É preciso compreendermo-nos, olharmos para nós, melhorarmo-nos e, acima de tudo, entender o outro. Tem sido uma caminhada bem divertida que temos aproveitado ao máximo.
– O que é que tem mudado nestes anos?
Estamos mais adultos, mais afinados, ponderados, menos impulsivos, temos aprendido a perceber e a digerir melhor as coisas. O passar dos anos dá-nos uma calma maior, o que é muito bom para aproveitar bem a vida.
Francisca – Estamos mais maduros, crescemos juntos e estamos muito mais próximos um do outro. Somos muito amigos acima de tudo, como o Ricardo costuma dizer, somos muito companheiros, “we are a team”. De ano para ano já olhamos um para o outro e sabemos aquilo que queremos e para onde queremos ir. Temos uma relação cada vez mais sólida e definida.
– Quando olham para trás, que momentos não trocariam por nada?
Ricardo – A nossa chegada ao Brasil a dois; o nascimento do Vicente e da Francisca, as gravidezes que passámos. Esses momentos são impagáveis. O nosso casamento foi uma festa linda que guardo para sempre.
Francisca – Sem dúvida que há três momentos mágicos que não trocaria por nada. Não há nada na vida que se compare ao nascimento de um filho. Foram momentos muito fortes, intensos, e bonitos. E também não esquecerei o dia do nosso casamento, que marcou o início da vida a dois, que tem vindo a ser uma feliz descoberta.
Olha para o seu casamento como um dado adquirido?
Ricardo – Nunca. O casamento tem de estar sob a nossa atenção a toda a hora. Temos de alimentá-lo com conversas, gestos, momentos a dois e a quatro.
Francisca – Não dou na­da na vida como adquirido. Agora, que tenho a certeza de que vamos ficar juntos até sermos velhinhos, tenho! [risos] We are a perfect match.
– Como é que fortalecem a vossa união?
Ricardo – Não nos esquecendo que somos um casal, que temos de namorar, estar juntos e aproveitar o tempo em que estamos a sós para alimentar o amor, para nos ouvirmos. As crianças ocupam o seu lugar em casa e às vezes limitam o tempo para estarmos juntos, por isso, também temos de ter tempo para estar juntos, conversar, para estarmos bem um com o outro, para nos apoiarmos. Estamos muito presentes nos projetos um do outro e isso também alimenta o nosso amor.
– Ainda há muito para se construir a dois?
Se eu não acreditasse no projeto casamento, que é viver para sempre com a Francisca ao meu lado, não tinha dado esse passo. Acredito mesmo. Encontrei a minha alma gémea e quero aproveitar isto ao máximo, viver intensamente estes momentos.
– Há sempre arestas para limar. Mudariam alguma coisa um no outro?
– Nada de especial, mas a Francisca podia ser menos esquecida, menos distraída [risos]. Para mim, que sou meticuloso, metódico e organizado, às vezes isso baralha-me um bocadinho, mas já consigo perceber e aceitar isso melhor.
Francisca – Os defeitos do Ricardo são o que faz dele um homem mais interessante, mais sério e profissional. Ele é muito protetor, às vezes até demais, mas é tão carinhoso que essa proteção acaba por ser boa e a verdade é que me sinto muito segura ao lado dele. Para mim, o Ricardo é perfeito.
– São daqueles casais que parecem estar de bem com a vida. É mesmo assim?
Ricardo –
Nunca vivi mentiras. Nós somos muito felizes ao lado um do outro, gostamos de estar juntos e isso é natural em nós.
Francisca – É o nosso lema. Acho que temos sido generosos com a vida e ela retribui da mesma forma.
Produção: Filipa Gonçalves | Cabelos: Hugo Marques

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