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Joana Solnado: De visita às cataratas do Iguaçu, atriz conta que se naturalizou brasileira

"Uma das coisas mais incríveis que o meu avô [Raul Solnado] me ensinou foi que a coisa mais importante do mundo são as pessoas.”

CARAS Brasil
25 de fevereiro de 2017, 14:00

O ano de 2016 teve um significado especial para a atriz Joana Solnado, de 33 anos. Depois de um intervalo de 12 anos, regressou às novelas brasileiras na pele da governanta Anita – que matou o intendente Rubião, papel interpretado por Mateus Solano na novela Liberdade, Liberdade, exibida recentemente na SIC –, naturalizou-se brasileira e, para completar, realizou um sonho. Em 2017, já foi escolhida para a próxima novela das seis no Brasil, Novo Mundo. A convite de CARAS e do Wyndham Golden Foz Suítes, da Nobile Hotéis, visitou a Foz do Iguaçu para conhecer as famosas cataratas. Emocionada, até deixou cair umas lágrimas. “Já tinha visto em fotografias, mas nada se compara à primeira sensação de estar aqui. Foi um choque positivo, foi incrível. Até fiquei sem força nas pernas”, contou Joana, que imediatamente telefonou ao marido, o chef Nuno Queiroz Ribeiro, de 39 anos, e à filha, Flor, de quatro, planeando o regresso a Portugal.
Durante esta visita, Joana ainda teve oportunidade de alimentar os flamingos e brincar com tucanos e papagaios no Parque das Aves. “Adoro animais, mas não sinto grande empatia com aves. Mas, de repente, ali estava eu, com os flamingos a comerem na minha mão!”,conta.
– Como surgiu o convite para a novela Liberdade, Liberdade?
Joana Solnado – Vim para o Brasil fazer uma pesquisa para uma peça de teatro. O realizador Vinícius Coimbra, que me dirigiu na novela Como uma Onda, soube que eu estava no Rio de Janeiro e chamou-me. Como atriz, foi muito importante trabalhar na contenção de sentimentos de emoção, já que a Anita nada podia demonstrar. Era submissa, admirava e amava o Rubião, a personagem do Mateus, tolerava tudo.
– E as cenas de sexo?
– Foi muito tranquilo. Não foi a primeira vez que fiz cenas desse género. E com a luz da novela e a direção do Vinícius, acabaram por ser cenas lindíssimas de nu artístico. Eu e o Mateus fizemos quase uma coreografia.
– Entretanto, naturalizou-se brasileira. Como é que isso aconteceu?
– A minha ligação com o Brasil é tão grande que ter a possibilidade de me naturalizar foi uma felicidade. Foi materializar um sentimento que eu já tinha. Sou muito portuguesa, mas sou muito brasileira também. O meu avô Raul Solnado trabalhou aqui no Brasil e apaixonou-se pela atriz Joselita Alvarenga. Quando voltou para Portugal, escreveu-lhe uma carta em que apresentava dez condições para se casarem. Ela aceitou, foi para lá, casaram-se e tiveram dois filhos, sendo um deles a minha mãe [Alexandra Solnado]. Na infância, eu ia muitas vezes a São Paulo.
– Qual foi o maior ensinamento que o seu avô lhe deixou?
– Nós éramos grandes com­panheiros e, depois da minha adolescência, passámos a viajar frequentemente juntos, só nós os dois. Uma das coisas mais incríveis que me ensinou é que a primeira coisa mais importante do mundo são as pessoas, que a segunda são as pessoas e a terceira, as pessoas.
– A Joana é casada com um cozinheiro. Quem manda na cozinha?
– Ele, claro. Eu não mando nada. Se eu fizer uma saladinha já é muito. Nem sequer vou ao supermercado, que é o parque de diversões dele.

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