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Inês Ponte Grancha assegura: "É sempre difícil ser uma mulher num mundo de homens"

A campeã nacional de ralis posou ao lado do filho, Duarte, e partilhou como concilia o automobilismo com a maternidade.

CARAS
18 de fevereiro de 2017, 12:00

Incentivada pelo pai, Inês Ponte Grancha, de 32 anos, entrou no mundo do desporto automóvel quando era ainda uma criança. E se até à adolescência, esta incursão foi apenas uma brincadeira, quando passou para o outro banco do carro e se tornou co-piloto descobriu a sua verdadeira vocação. Com a maioridade, a navegadora passou a competir profissionalmente, destacando-se, ano após ano, num mundo maioritariamente masculino. Não foi fácil deixar de ser vista como uma “miúda”, como assegura. Contudo, o seu empenho e profissionalismo levaram-na a conquistar o respeito dos seus pares e os títulos mais desejados, como o de atual campeã nacional de ralis, uma qualificação nunca antes alcançada por uma mulher.
Se dentro de um carro, Inês anseia por percorrer novas estradas, na sua vida pessoal todos os caminhos vão dar ao filho, Duarte, de 16 meses, e ao marido, o piloto de todo-o-terreno Pedro Grancha, com quem forma, há sete anos, uma equipa vencedora dentro de portas.
Numa tarde em que deixou o road book e o fato de corrida em casa, a navegadora mostrou o seu lado mais feminino e revelou como se divide entre a sua paixão pela aventura e os papéis de mãe e de mulher.
Até aos 16 anos, a Inês esteve sempre ao volante. O que a fez trocar de banco e ir para navegadora?
Inês Ponte Grancha
– Dentro de um carro, a navegação tem tanta importância como a condução. Contudo, acho que a navegação é um trabalho mais completo. Temos de ler o terreno, interpretar o road book, controlar os timings todos ao segundo e pôr as câmaras a funcionar. Não podemos falhar em nada e eu gosto da complexidade e frieza que este trabalho exige. Fiquei fascinada com a navegação e quis evoluir, sem traçar objetivos muito concretos. Comecei nos campeonatos regionais, depois cheguei ao nacional e sempre levei isto muito a sério, mesmo tendo conciliado sempre com o meu trabalho como fisioterapeuta.
– E a fisioterapia também é uma paixão?
– É, sem dúvida. Na fisioterapia trabalho na área da neurologia e aplico muito a comunicação que estabeleço com os doentes no trabalho que desenvolvo na navegação. Desde que o Duarte nasceu, deixei a fisioterapia um bocadinho para segundo plano, porque gosto muito de ser uma mãe presente.
– E por falar no Duarte, como é que tem sido conciliar a maternidade com a prática de um desporto tão aventureiro que, de fora, até pode parecer perigo?
– Quando estava grávida, pensava muito nisso. Mas depois de o meu filho nascer, percebi que encarava os ralis exatamente da mesma maneira, sem medos. Os nossos carros estão muito bem preparados e sinto-me segura. O meu filho é a minha prioridade, mas isso não me tem impedido de fazer seja o que for nesta área.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1123 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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