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Lourenço Ortigão: “Agora não tenho tempo para viver um grande amor”

O ator defende que este é um momento para investir na profissão.

Cristiana Rodrigues
12 de fevereiro de 2017, 14:00

A viagem para acompanhar o Portugal Fashion à Semana da Moda Masculina de Milão estava marcada e coincidia com a estada de Lourenço Ortigão na cidade italiana, já que foi um dos convidados internacionais para assistir na primeira fila ao desfile masculino da Emporio Armani. Marcámos encontro no Armani Hotel. Bebemos um café, demos uma volta à loja da marca criada por Giorgio Armani e acompanhámos o ‘desfile’ do ator pelas ruas. Encarnou a sua própria pele, a de um jovem de 27 anos, espontâneo, simpático, com um estilo clássico, sofisticado, mas ao mesmo tempo moderno, que se encaixa perfeitamente no look Emporio Amani, marca com a qual se identifica. Chegámos à Catedral de Milão e Lourenço Ortigão, que foi protagonista de A Única Mulher, novela da TVI, que acabou no início de janeiro, foi imediatamente reconhecido por uma portuguesa, que lhe pediu uma fotografia. Sem hesitar, o ator cedeu-lhe uns minutos. Depois, trocámos nós dois dedos de conversa.
– Estivemos juntos na Madeira em dezembro passado. Já tinha ido à Turquia, Itália, Suíça, Espanha, Alemanha e começou o ano também a voar. Nestes últimos tempos tem acumulado muitas milhas [risos].
Lourenço Ortigão –
[risos] É verdade. Em 2016 tive uma época de viagens espetacular. Visitei mais de dez países, entre março e abril apanhei 25 aviões, e para este ano já estão previstas outras tantas viagens. Mas eu gosto de andar de um lado para o outro.
– Está a aproveitar para ‘varrer’ o mundo...
Para ‘varrer’ o mundo, viver o máximo de experiências possível. Estou na fase de aproveitar a vida, fazer conquistas e investir em mim e na minha profissão.
– Gosta de viajar sozinho ou prefere fazê-lo acompanhado?
Depende das viagens mas mesmo que viaje acompanhado gosto de ter um momento só meu. Dar uma volta pela cidade ou até mesmo jantar sozinho. Para parar, refletir e desfrutar do momento.
– Ao contrário do que acontece em Portugal, aqui poucas pessoas o reconhecem. É bom sentir o sabor do anonimato?
Não me importo nada que as pessoas me reconheçam e abordem, mas não deixa de ser bom ter a minha privacidade, e estar no anonimato, por isso é que também viajo tanto, para passar despercebido. Mas com a novela terminada acabo por não ser tão assediado.
– Como é que surgiu este convite para estar no desfile da Emporio Armani? Foi certamente lisonjeador...
É uma marca com a qual me identifico e foi, sem dúvida, espetacular estar aqui como convidado especial do Giorgio Armani e conhecer o mundo dele.
– E esteve mesmo com ele.
Sim. É um senhor. Simpático, descontraído e com quem houve logo uma grande empatia.
– Vê-se a desfilar para a marca?
Não tenho como objetivo ser modelo, porque sou ator e é isso que quero continuar a fazer. Mas confesso que gostaria de fazer uma campanha para a Armani, umas imagens mais artísticas.
– Pode ser que aconteça este ano... Faz um balanço positivo de 2016?
Além das viagens, abri um restaurante, lancei uma plataforma digital, tive um acidente de mota – que foi um susto, mas com o qual aprendi muito –, e acabei um projeto importantíssimo para mim, a novela. Foi um ano super positivo em que aprendi imenso e acho que foi só a ponte para um ano que agora vem, cheio de coisas novas. Vou continuar a fazer o meu caminho de forma persistente, sem deixar de acreditar que vou chegar mais longe.
– Só fala de trabalho. E os afetos? Não lhe apetece viver um grande amor?
Não tenho tempo para isso agora [risos]. Mas se acontecer, será um momento para o viver sem o expor.

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