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Jô Caneças enfrenta cancro: “Tenho medo, mas acredito que não é desta que me vou”

A mulher de Álvaro Caneças recebeu um diagnóstico de cancro do pâncreas e está à espera de ser operada.

Marta Mesquita
11 de fevereiro de 2017, 16:00

Foi com a sua habitual boa disposição que Jô Caneças, de 64 anos, entrou em 2017. Nessa noite de festa, a mulher de Álvaro Caneças partilhou com a CARAS os seus desejos: “É sempre uma alegria passar mais um fim de ano com o meu marido. Só espero que passemos muitos mais juntos. O Álvaro é o meu melhor presente. Depois, só peço a Deus que nos conserve com saúde e com alguma coisa para comer. Isso é mesmo o principal.” Contudo, nas horas seguintes Jô começou a sentir-se muito mal, o que a levou a fazer exames que dias depois conduziram a um diagnóstico delicado: cancro do pâncreas, a mesma doença que vitimou a mãe dela quando tinha apenas 42 anos.
Com “muitas dores”, como conta, e um prognóstico reservado, Jô, que é conhecida por ser uma mulher sem ‘papas na língua’ e de gargalhada fácil, mudou o seu comportamento: praticamente não tem saído de casa nem está com disposição para festas ou grandes conversas. Mesmo assim, não perde a fé e a esperança, acreditando que a operação para remover o tumor e os tratamentos que terá de fazer lhe vão devolver a saúde e a alegria de viver.
– Jô, no réveillon do Casino Estoril estava longe de imaginar a revolução que estava prestes a acontecer na sua vida...
Jô Caneças – Não sabia mesmo... Há uns dois anos que andava a sentir-me mal, mas fiz exames e não se descobriu nada. Foi precisamente na noite da passagem do ano, quando saí do Casino Estoril, que comecei a sentir-me muito mal disposta e não parava de vomitar. Tive a sorte de ter encontrado a Dra. Paula Cabrita, que foi o meu anjo da guarda. Pediu-me para fazer uns exames e foi aí que se descobriu o que tenho. Entretanto estive internada na Fundação Champalimaud, onde fui sujeita a uma intervenção para isolar a zona afetada, de modo a impedir o tumor de alastrar. Também fiz análises e o resultado obrigou a adiar a operação. Só tenho saído de casa para fazer exames.
– E já tem ideia de quando vai ser operada?
– Agora vou fazer mais uma ressonância magnética e uma TAC. Depois os médicos vão reunir-se novamente para estudar o caso. Se nessa altura as minhas análises estiverem boas, devo ser operada.
– E como está o seu estado de espírito? Está confiante na cura?
– Tenho medo, mas acredito que não é desta que me vou. A minha mãe morreu aos 42 anos com o mesmo tipo de cancro... Tenho a certeza que Deus me vai ajudar e que vou sair desta. Conto com a ajuda de médicos e dos amigos. Dei com as pessoas certas. Acho que temos de nos agarrar à nossa fé. Tenho de continuar a lutar com todas as minhas forças. Gosto muito de viver e de estar neste mundo.
– Como é que o seu marido está a lidar com a situação?
– O Álvaro tem sido o meu apoio, mas está muito em baixo. Quando ele teve o cancro da próstata, estive sempre ao lado dele e fiz tudo por ele. Agora é ele que faz tudo por mim. Somos um para o outro.

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