Nas Bancas

Especial Mário Soares: Retirado da política ativa, Soares assumiu-se 'provedor' da democracia

Nunca conseguiu reformar-se em definitivo, pairando, de forma quase omnipresente, sobre a vida dos portugueses.

CARAS
28 de janeiro de 2017, 17:30

Mário Soares nunca conseguiu reformar-se em definitivo. Depois do desaire das presidenciais de 2006, retirou-se para um papel menos ativo, mas sempre interventivo. Assumindo-se como o decano da política nacional, autoconsagrou-se “provedor” do estado da democracia e, mesmo vinda dos bastidores, a sua voz continuava a soar firme. Em intervenções regulares, a maioria por escrito, ora em livros onde relatou o seu percurso e a sua versão dos factos, ora em artigos de opinião publicados em jornais e revistas, foi dando um conselho aqui, partilhando uma inquietação ali, puxando uma orelha acolá. Até ao fim, a sua figura pairou, de forma quase omnipresente, sobre a vida dos portugueses, que reagiram com maior ou menor consternação à sua morte. Porque uma figura como Mário Soares nunca poderia ter sido consensual.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras