Nas Bancas

Ivanka, a menina querida do papá Trump, também sonha com o poder

Personificação do “american way of life”, a filha do novo presidente ambiciona ir tão longe como pai.

Ana Paula Homem
21 de janeiro de 2017, 16:00

Ivanka Marie Trump nasceu há 35 anos, em berço de ouro, em Manhattan, no coração de Nova Iorque, filha de Ivana Zelnícková, uma imigrante checa que em tempos tinha sido atleta e modelo, mas que pelo casamento com o magnata do imobiliário nova-iorquino Donald Trump se transformara numa das socialites mais famosas dos EUA: a exuberante Ivana Trump. Única rapariga dos três filhos deste casamento, nem o nascimento, 13 anos depois, de uma meia-irmã, Tifanny, a destronou do pedestal de menina querida do papá. Ivanka é tida como a mulher que o recém-eleito presidente americano mais ama e respeita. Proeza admirável, tendo em conta que Trump tem pouco respeito pelo sexo feminino em geral.
O segredo de Ivanka é, segundo o pai, o facto de ter tanto de bonita como de inteligente. O que lhe permitiu resistir à facilidade de se tornar uma socialite, como Ivana, para acumular a exigência de ser mãe de três crianças pequenas – Arabella, de cinco anos, Joseph, de três, e Theodore, de nove meses –, com uma intensa atividade profissional, social e, desde há algum tempo, também política.
Os dias de Ivanka começam às 5h30 da manhã, a exercitar-se no ginásio que tem em casa. Por isso, mantém a silhueta invejável que lhe permitiu, aos 17 anos, iniciar uma carreira de modelo bastante bem sucedida. E apesar de nos últimos cinco anos ter tido sempre um bebé em casa, não só nunca tem olheiras, como parece sempre maquilhada de fresco. O seu cabelo nunca está em desalinho, a sua roupa de corte impecável nunca tem um vinco ou uma nódoa, caminha sempre graciosamente sobre sapatos altos e pontiagudos, não falha uma reunião de negócios, mas também não perde uma festa na escola dos filhos e, como se pode ver no seu Instagram, sempre atualizado com fotos do seu dia-a-dia profissional e pessoal, ainda consegue tempo para ver filmes enroscada no sofá, passar fins de semana fora com a família, fazer férias em destinos exóticos, jantares românticos com o marido, saídas noturnas com as amigas. E para escrever livros com dicas para jovens empresárias que queiram ser como ela.
Como pertence à terceira geração da família a literalmente nadar em dinheiro, Ivanka Trump já nem sequer é considerada nova-rica, o que lhe permitiu conviver com a classe alta desde sempre. E até em termos estéticos o seu gosto resultou muito mais requintado e discreto do que o dos pais, seja na forma de vestir, seja na decoração das suas casas. Em resumo, é tão perfeita que quase parece não ser humana e sim um cruzamento da Barbie com a Super-Mulher.
Quando era criança, Ivanka gostava de ir com o pai para o escritório. E diz que foi nessa altura que percebeu que queria fazer o mesmo que ele. Por isso, quando entrou para a prestigiada Universidade de Georgetown, para estudar Economia, pôs a moda em stand by. E tinha 25 anos quando integrou os quadros da empresa criada pelo avô no início do séc. XX. Hoje, faz parte, com os irmãos Donald Jr., de 39 anos, e Eric, de 32, da tríade de vice-presidentes executivos da The Trump Organization. Como se isso não bastasse, tem uma cadeia de lojas que vendem a sua linha de roupa e acessórios e outra de joalharias que comercializam as joias que desenha, tem um blog de lifestyle para o qual faz imensas sessões fotográficas, pertence a várias associações de empresárias e a inúmeras institui­ções solidárias.
The Ivanka, como é muitas vezes tratada, não se cansa de dizer que tal só é possível graças ao apoio do marido, Jared Kushner, que é filho de outro bem sucedido construtor civil, este de New Jersey. Jared, de 35 anos, tinha apenas 25 quando comprou o jornal The New York Observer, tornando-se o mais jovem proprietário de um jornal nova-iorquino. Talvez por isso, o pai Trump tem tanta admiração pelo genro que o fez responsável pela comunicação da sua campanha para as presidenciais de novembro último.
Em 2009, para se poder casar com Jared, que pertence a uma família de judeus ortodoxos, Ivanka, que foi educada na religião presbiteriana, converteu-se ao judaísmo com a bênção do pai. Uma conversão que descreve como “uma viagem incrível e bela” e que diz levar muito a sério – pratica uma dieta kosher, respeita o sabat e tem a filha mais velha numa escola judaica.
Agora, Jared vai retribuir-lhe, trocando Nova Iorque por Washington. De acordo com o New York Times, o casal até já terá comprado uma mansão de seis quartos, por cerca de 5,2 milhões de euros, num exclusivo bairro a escassos três quilómetros da Casa Branca. E os motivos desta mudança não serão exclusivamente familiares, pois tudo leva a crer que o jovem casal terá um papel importante (se não oficial, pelo menos, oficioso) na administração Trump.
Não foi por acaso que Ivanka participou ativamente na campanha presidencial do pai. Donald Trump, ou alguém por ele, percebeu o potencial, junto do eleitorado, desta mulher que personifica o american way of life. Daqui para a frente, The Ivanka será omnipresente na Casa Branca, mas, ao contrário da madrasta, Melania, não terá só um papel decorativo. Donald quer que ela esteja por perto, pois considera-a a sua melhor conselheira. E já começou a levá-la a reuniões importantes. O que é visto como um perigo por muitos opositores do novo presidente, que consideram a filha mil vezes mais ambiciosa – e sedutora – que o pai.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras