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Katy Perry diz não à discriminação contra muçulmanos

Cantora associa-se à campanha #DontNormalizeHate (em português, 'Não normalize o ódio').

CARAS
18 de janeiro de 2017, 09:30

Estará a história a repetir-se outra vez?, é o título do vídeo financiado por Katy Perry, no âmbito da campanha #DontNormalizeHate (em português, 'Não normalize o ódio'), em defesa dos muçulmanos que enfrentam uma hostilidade crescente em território americano.
No filme é feita uma comparação entre a política dos Estados Unidos em 1942, que obrigou milhares cidadãos americanos de origem japonesa a irem para campos de concentração, e a retórica xenófoba do presidente eleito Donald Trump contra os muçulmanos que vivem no país.
Importa lembrar que, na altura, após o ataque japonês à base militar de Pearl Harbor, no Havai, Estados Unidos, o presidente Roosevelt ordenou o envio de 120 mil americanos com descendência japonesa para campos de concentração e a identificação dos seus nomes numa base de dados. O Departamento de Guerra norte-americano receava que estes indivíduos tentassem sabotar a sua estratégia durante a Segunda Guerra Mundial. Durante a campanha às presidenciais, Trump disse, por sua vez, que iria proibir a entrada de muçulmanos no país, mas mais tarde veio considerar a medida extrema. Outras das suas propostas foi o registo dos nomes dos muçulmanos a viver nos EUA.
O vídeo conta a história real de Haru Kuromiya - uma mulher americana com descendência japonesa - obrigada, juntamente com a sua família, a ir para um campo de concentração. "Tudo começou com medo e rumores, de seguida transformou-se no registo de nipo-americanos, depois, a identificação 'física' e, mais tarde, eventualmente a detenção", disse a atriz no papel de Kuromiya, que na realidade era a atriz muçulmana de origem paquistanesa Hina Khan.
A cineasta de ascendência japonesa e australiana Aya Tanimura, que correalizou o vídeo, disse ao The Huffington Post que este retrata uma história que alerta para o perigo do medo. Aos Los Angeles Times, a cineasta afirmou ainda que Trump "criou uma atmosfera de medo para os americanos de origem muçulmana que vivem nos Estados Unidos".
"Um registo muçulmano é o primeiro passo para repetir a história. Não se virem uns contra os outros por medo. #DontNormalizeHate", é a mensagem final transmitida pelas imagens.

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