Nas Bancas

Sete meses depois do sequestro, Ana Hickmann tenta superar o trauma

“Depois do susto que passei, quero é estar com o meu [filho] Alezinho.”

Ana Hickmann indignada com a justiça brasileira Ana Hickmann volta à rotina depois do atentado do fã Ana Hickmann vive drama em hotel brasileiro
15 de janeiro de 2017, 14:00

Superação é a palavra que define o ano de 2016 para Ana Hickmann, de 35 anos, que tem vivido sentimentos distintos ao longo destes meses. No conforto da sua imponente casa, no interior de São Paulo, onde recebeu a CARAS, a apresentadora do programa Hoje em Dia, da Record TV, relembra os momentos de terror que passou em maio deste ano, em Belo Horizonte, quando um fã tentou assassiná-la invadindo o seu quarto de hotel e a manteve a ela, à cunhada, Giovana Oliveira, e ao cunhado, Gustavo Corrêa, sequestrados sob ameaça de uma arma de fogo. Giovana acabaria por ser atingida e ficar gravemente ferida (recuperou entretanto, depois de uma intervenção cirúrgica) e foi Gustavo quem conseguiu dominar o invasor, acabando por matá-lo com três tiros. Apesar de tudo isto, e ao fazer um balanço do ano, Ana Hickmann celebra simultaneamente a recuperação psicológica e a expansão de seus negócios. “Foi um ano que me marcou por coisas extraordinárias e outras muito difíceis. O que fica é a lição de que temos de olhar para a vida com muito carinho e aproveitar cada momento”, conclui. “Num segundo, você pisca e sua vida pode ir-se embora. Preferi focar-me no sucesso dos meus sonhos do que relembrar esse episódio ruim”, continua a apresentadora, casada com o empresário Alexandre Corrêa, de 44 anos, de quem tem um filho, Alexandre Jr., de dois anos. Na sua residência, que demorou cerca de seis anos para ser finalizada – de 2002 até 2008 –, observa com carinho o filho a brincar. “Depois do susto, quero é estar com o Alezinho, mas será difícil em 2017. Ele irá para a escola e já começo a sentir um aperto no coração! Visitámos algumas escolas e encontrámos uma que se encaixou em nossas expectativas e que o meu filho adorou.”
Enquanto essa nova fase do filho não começa, a apresentadora está concentrada no trabalho. No final do ano abriu três novas lojas, totalizando quatro da marca que batizou com o seu nome. “Todas têm a mesma filosofia, que é a de receber as mulheres como se estivessem na minha casa”, assegura. Durante a crise financeira, Ana diz que chegaram a chamar-lhe louca por abrir em vez de fechar espaços. Uma consultora foi contratada para orientar as novas etapas. “Era um sonho em 2002 e hoje tenho 57 pessoas a trabalhar comigo”, revela, satisfeita.
Com a expansão das lojas, tenta esquecer a tentativa de assassinato. “Não dá para ficar cem por cento bem depois de um susto como aquele. Não sei se vai passar completamente, mas tenho de aprender a viver com isso”, explica. “Eu estou inteira, mas a Giovana ficou com as maiores marcas na parte física, que não vão desaparecer nunca mais”, sublinha. Em junho, e para agravar a situação, o cunhado foi acusado de homicídio, apesar de tudo levar a crer que tenha agido em legítima defesa, até porque ficou provado que o atentado foi completamente planeado com antecedência pelo sequestrador, que ameaçou várias vezes a apresentadora através das redes sociais.
Ana não esconde a revolta no que toca ao processo judicial que entretanto foi desencadeado. “A parte emocional da família ficou fragilizada com essa história toda do processo, algo que já deveria ter sido arquivado como legítima defesa. Existem todas as provas para que seja tomada essa decisão, mas, infelizmente, não foi visto assim”, queixa-se, prometendo que não vai deixar o assunto morrer: “Não sou diferente de ninguém e iremos até ao fim, pois sabemos bem o que aconteceu.”

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras