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Passaram seis anos sobre a morte de Carlos Castro

Renato Seabra continua a cumprir pena nos Estados Unidos.

CARAS
7 de janeiro de 2017, 15:30

Faz hoje precisamente seis anos que Portugal acordou a notícia da morte de Carlos Castro. O cronista social, de 65 anos, foi encontrado morto no quarto do hotel Intercontinental, que dividia com o jovem manequim Renato Seabra, agora com 26 anos. Este foi o suspeito principal do crime desde o primeiro momento e acabou por ser condenado, em 2013, a uma pena que pode ir de 25 anos a prisão perpétua.
Seabra encontra-se a cumprir na prisão de alta segurança de Clinton, nos Estados Unidos, e só poderá ser deportado quando atingir o limite mínimo da pena, ou seja, em 2036, e se reunir todas as condições para que o pedido de liberdade condicional seja aceite. Terá então 46 anos.
Tony Castro, advogado e ex-procurador da República no condado de Bronx, defende que só nessa altura o jovem natural de Cantanhede poderá regressar ao nosso país. "Normalmente, seria negado o seu pedido de liberdade condicional, se se tratasse de um cidadão americano. Mas como é estrangeiro, será diferente. Deverá sair logo na primeira vez que fizer o pedido. A principal preocupação do Estado é garantir a segurança dos cidadãos americanos e, uma vez que Renato Seabra será deportado, esse problema deixa de existir. Por outro lado há também o argumento económico, pois o estado de Nova Iorque deixa de gastar os 50 mil euros que cada preso custa por ano", explica o especialista em lei americana ao Jornal de Notícias.
Recorde-se que Carlos Castro foi torturado e mutilado durante horas, atos que o tribunal qualificou de “bárbaros” e que o deixaram praticamente irreconhecível. Renato Seabra alegou “insanidade mental temporária” para se defender no julgamento e atenuar a pena, mas as penas por crimes de sangue graves nos Estados Unidos são pesadas e dificilmente a defesa consegue que esta seja reduzida, mesmo evocando atenuantes.

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