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Leonor Poeiras: “Os afetos são o que mais valorizo na vida”

A apresentadora aceitou o convite da Pollux para decorar uma árvore e uma mesa de Natal. Na ocasião, Leonor revelou à CARAS o seu lado mais emotivo e pessoal.

Marta Mesquita
7 de janeiro de 2017, 12:00

O ano que está prestes a terminar não foi fácil para Leonor Poeiras, como esta admitiu à CARAS neste encontro na loja Pollux, onde decorou uma árvore de Natal e uma mesa. Contudo, a apresentadora da TVI não se deixou abalar pelas dificuldades, encarando-as, antes, como uma oportunidade de mudança e de crescimento pessoal. E hoje, depois destes momentos menos felizes, Leonor define-se como uma mulher “mais completa” e segura do caminho a seguir, o qual percorre de mão dada com o grande companheiro da sua vida, o filho, António, de nove anos.
Numa conversa intimista, a apresentadora e blogger partilhou o que lhe vai na alma, mostrando que, independentemente dos obstáculos que possa enfrentar, terá sempre um coração cheio de amor e uma vida ‘decorada’ com muitos afetos.
– O Natal é uma época que a inspira?
Leonor Poeiras – Sim, o Natal é sempre muito inspirador e tentei mostrar isso nesta minha proposta de decoração. Fiz uma mesa simples, mas simultaneamente requintada. O branco é a cor dominante, porque acho que há demasiadas coisas com vermelho e verde. Tem copos e castiçais de cristal e um faqueiro dourado, o que lhe confere um toque de luxo. A minha árvore só tem azevinho e luzes, ficando com um ar muito rústico, como se estivéssemos numa cabana de montanha. Acho mesmo que menos é mais.
– E no meio desta decoração há espaço para os afetos?
– Há sempre espaço para os afetos. Aliás, os afetos são o que mais valorizo na vida. Sempre fui muito bem cuidada e, por isso, também cuido muito bem dos outros. A vida é feita de altos e baixos e, em todos os momentos, o mais importante é cuidarmos dos nossos.
– Estamos a terminar 2016. Foi um bom ano para si?
– Poderia dizer que foi ótimo, mas na verdade não foi. Foi um ano difícil a vários níveis, mas não vale a pena falar sobre isso. Tive algumas dificuldades, mas, por causa disso, acabou por ser um ano muito importante, de grande crescimento pessoal. Sinto-me mais completa e segura daquilo que sou e quero. Muitas vezes as pessoas fogem dos momentos difíceis, mas é precisamente no sofrimento que crescemos.
– E que mulher é hoje, depois de ter superado essas dificuldades?
– Estou cada vez mais tranquila e serena. Não tenho necessidade nenhuma de provar aquilo que sou. Aceito-me com os meus defeitos e qualidades. E os outros gostam ou não. É uma tranquilidade não ter de pôr um sorriso se não tenho vontade de o fazer. Quando não está tudo bem, assumo-o. Sinto-me muito mais livre. Gosto mais de mim agora do que gostava no início do ano.
– E é essa liberdade que a leva a apostar cada vez mais em atividades fora da televisão, como o seu blogue, Oficina Poeiras?
– Sou uma comunicadora e sei que desempenho bem o meu papel. E, no meu caso, a comunicação já extrapolou a televisão e ainda bem. Sempre fui apologista de que não nos definimos pelo que fazemos profissionalmente. Não é o trabalho que me define. Atualmente, ocupo mais o meu tempo com a bricolage e a decoração do que com a televisão. Já vejo isto como um trabalho. Sei que posso fazer muitas coisas e seria incapaz de ter um trabalho das 9 às cinco. Gosto de me desdobrar em atividades diversas.

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