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Dino Gonçalves em ambiente de festa

“Sou diferente. E ser diferente é bom!”, sublinha Dino Gonçalves, que se tem destacado pela sua personalidade e pelos trabalhos que apresenta, sempre marcados pela originalidade.

Vanessa Bento
7 de janeiro de 2017, 18:00

O Salão Imperial do Hotel Palácio Estoril foi o cenário que o arquiteto e designer de interiores Dino Gonçalves escolheu para criar o ambiente que considera perfeito para uma passagem de ano a dois. A sua, que é sempre vivida na Madeira, vai ser passada a fazer o que mais gosta: “Faço a decoração do Belmond Reid’s Palace e saio de lá direto para casa”, explicou-nos o decorador, numa conversa recheada de sorrisos e partilhas. Feliz com as conquistas de mais um ano, Dino Gonçalves tem provado, de forma consistente, que os talentos podem ser múltiplos numa mesma pessoa.
– Como é que costuma festejar a passagem de ano?
Dino Gonçalves – Em família, na Madeira, e não quero, nem sonho, vivê-la de outra forma. É ali que vivo tudo como quero, com quem quero. E os meus desejos de ano novo são as coisas mais simples que há: saú­de para todos e que esteja cá muito tempo. Sempre batalhei por tudo o que tenho na vida, por isso, basta-me ter saúde, que o resto faço eu!
– A família é o seu pilar?
Completamente. Tenho muito a agradecer aos meus pais, ajudaram-me muito na faculdade. Mas, mal acabei o curso, quis lutar por mim. Sou muito elétrico e dinâmico e tenho ideias loucas, mas sempre possíveis de fazer. Não me sinto frustrado com o que tenho feito, só preciso de fazer ainda mais e sempre melhor. Mas estou em paz, porque tive um ano muito bom, cheio de trabalho. Sinto-me pleno e realizado, porque estou bem e os meus pais e os meus irmãos também. Sou uma pessoa muito grata pelo que tenho e não fico nada preso ao que não tenho. A vida, para mim, é como uma peça de teatro. É aproveitarmos enquanto tudo dura, porque quando as cortinas se fecharem, já não há nada a fazer...
– Os seus pais incentivaram-no quando decidiu seguir esta área?
– Não! O meu pai queria que eu seguisse hotelaria, porque tem um hotel e um restaurante na Madeira. Também nunca me disseram para não fazer o que queria, mas o meu pai ainda hoje me pergunta se ganho dinheiro com ‘isto’, se tenho clientes. Ainda lhe custa muito... Mas já quando era pequenino e via revistas de decoração, analisava as casas e os detalhes e dizia que queria fazer isto. Criar esta mesa, por exemplo, é um prazer. Porque tudo isto é uma forma de inspiração. E se puder inspirar os outros e mostrar, através das minhas decorações, que podem fugir do óbvio, é muito bom.
– Sente-se privilegiado?
– Muito! Gosto muito da vida que tenho. Vivo em Lisboa e posso ir à Madeira sempre que quero. Isso é magnífico. Além disso, tenho saúde, tenho um trabalho bonito, tenho a minha família, amigos, tenho a minha casa... Há quem diga que tenho um ar sexy... [risos] Não sei. Pode não parecer, mas sou muito reservado. Se calhar é por isso que ainda não tenho uma relação. Falta-me paciência e custa-me confiar. Gosto de tudo muito certo.
– Mas gostava de encontrar a pessoa certa, ter filhos?
– Quero muito ter filhos, mas não é uma ânsia. Não me basto, mas por enquanto vou sendo feliz assim.

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