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Alexandra Carmona: “Eu sou o meu melhor cartão de visita”

A ‘personal shopper’ e autora do ‘blog’ ‘I Dress Your Style’ abriu as portas de sua casa e contou como trocou a publicidade pela moda.

Andreia Cardinali
7 de janeiro de 2017, 16:00

Iniciou a sua carreira no mundo da publicidade e foi proprietária de uma loja de roupa caracterizada pelo atendimento personalizado. Hoje, aos 48 anos, Alexandra Carmona é personal shopper e o rosto do blog I Dress Your Style. Apesar deste ser o seu universo, é ao marido, João Araújo, de 55 anos, e ao filho de ambos, João Maria, de 17, que recorre sempre que quer fazer algo ‘mais avançado’ na sua página: “Sou do tempo da máquina de escrever... Quando tudo encrava, fico doida, grito logo pela ajuda deles [risos]! E agora com a moda dos vídeos... tudo é uma aventura [risos]!”
– O seu blog já tem seis anos. Como é que surgiu esta ideia?
Alexandra Carmona – Depois de ter trabalhado sete anos em publicidade fiquei grávida e parei dois anos para estar com o meu filho. Depois disso, decidi que estava na altura de voltar ao ativo e abri uma loja. Uns dez anos depois, a loja fechou, e foi nessa altura que achei que deveria fazer consultoria de imagem, mais ou menos à semelhança do que já fazia. Ao fim de uns meses, e incentivada pela família e amigos, achei que tinha de tornar o meu trabalho mais conhecido e criei o blog, para mais pessoas se identificarem com a minha imagem e quererem ir comigo às compras. Mantenho algumas clientes particulares, vou a casa delas, ajudo-as a fazer coordenados com a roupa que têm em casa, vejo o que lhes falta e podemos, ou não, ir às compras.
– Para isso, tem de estar muito atenta às últimas tendências. E também as segue?
Claro, eu sou o meu melhor cartão de visita, tenho de estar atenta e seguir as modas. O primeiro impacto é muito importante. E acho que isto é válido para qualquer pessoa. Adoro produzir-me.
– O seu blog é muito pessoal, muito transparente...
Completamente. Sou eu que visto aquelas roupas. Eu tenho barriga, tenho rugas, já não sou uma miúda... Eu sou real. Se não fosse assim mais valia as pessoas comprarem revistas. E é isso que me agrada nos blogs.
– Mas não partilha a sua vida pessoal no blog.
É verdade. E quando o faço é quase por obrigação. Sei que sou uma marca e que há coisas que devo partilhar, mas são muito poucas. Cá em casa ninguém gosta muito. Abrir as portas de minha casa, como hoje, e dar uma entrevista era, até há pouco tempo, impensável para mim.
– O seu trabalho ‘obriga-a’ a ter cuidados especiais com a imagem?
Nem por isso, tenho os que sempre tive desde miúda. Sempre usei cremes, sempre fiz desporto e depois acho que a genética também ajuda. Não percebo nada de maquilhagem, por exemplo. No início nem me maquilhava... agora já vou ao cabeleireiro e já me pinto. Lembro-me de me perguntarem se não achava melhor arranjar o cabelo [risos].
– Como é que se lida com esses comentários?
É horrível. Lido pessimamente, só me apetece mandar as pessoas à fava [risos]. Tenho um feitio péssimo para isso. Aceito críticas construtivas, agora destrutivas, não. E mal educadas muito menos! Muitas vezes é o meu marido que me ajuda a ter calma. Aliás, todos os meus textos são vistos por ele, é o meu filtro. Ele é muito diplomata, já eu... Sou muito simpática, mas se me chateiam respondo à letra. Nem quero saber quem é.
– Este trabalho permite-lhe ter mais tempo para a família?
Mais ou menos, porque ao contrário do que se pensa, ocupa-me imenso tempo. Graças a Deus já tenho um filho crescido e as coisas estão muito bem organizadas.
– Tem saudades dos tempos em que ele era mais pequeno? – Imensas, era um miúdo super meigo, eu enchia-o de beijos e ele adorava. Agora quer fugir de mim, não quer beijos, é bruto... faz parte da adolescência. Eu sei que sou uma mãe melga, muito beijoqueira [risos]. Acho que Deus soube o que fez quando me deu só um filho, porque stresso imenso com tudo, com as notas, com o futuro dele... tenho sempre imenso medo que não consiga encontrar o caminho dele. Mas se sair à mãe, vai conseguir [risos].
– O Natal em sua casa também é influenciado pela moda?
Não, eu sou muito fashion, mas também muito tradicionalista. Sou muito de família e o Natal é da família. Confesso que não tenho muito jeito para decoração e cá em casa é tudo muito simples. A minha árvore de Natal é a mesma desde que moro nesta casa, há uns oito anos [risos]. Só mudei um pouco este ano porque vocês vinham cá [risos].

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