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Mickael Carreira: “A Laura vai ser a melhor mãe que um filho poderá ter”

Aos 30 anos, e a quatro meses de ser pai, o cantor lança o seu álbum mais pessoal, “Instinto”.

Vanessa Bento
1 de janeiro de 2017, 14:00

Tímido e reservado por natureza, Mickael Carreira não gosta particularmente de dar entrevistas, mas aceitou sair da sua zona de conforto para falar com a CARAS dos seus dez anos de carreira, do seu novo disco, Instinto, e do momento de pura felicidade que está a viver ao lado de Laura Figueiredo. Recorde-se que o cantor anunciou em novembro que ele a companheira estão à espera do primeiro filho, que deverá nascer no final de março.
– O que é que Instinto nos diz sobre si?
Mickael Carreira – É, sem dúvida alguma, o meu disco mais pessoal. Acabei por escrever muito mais do que no anterior, e acabei por abordar temas de que no passado tive receio de falar. Acho que é algo que vem com os anos, com a confiança, apeteceu-me partilhar certas coisas nas minhas canções.
– Coisas como?
– Coisas que aconteceram na minha vida... Relações que não correram tão bem no passado... As mulheres têm uma grande capacidade de nos tirar do sério, mas a verdade é que não vivemos sem elas. E acho que muita gente se pode rever nas minhas músicas.
– Sendo o Mickael tão cioso da sua privacidade, como é que consegue expor-se assim?
– Sou reservado, se calhar menos com os anos, mas as minhas letras, as minhas músicas, são uma terapia, são quase um diário.
– Foi pelo carinho que tem pelos seus fãs que escolheu dar a notícia de que vai ser pai durante um concerto?
– Sim, a melhor forma de dar esta notícia era em frente ao meu público, num concerto meu.
– Este ano chega ao fim com uma felicidade extra…
– Sim, a Laura e eu acabamos o ano com a melhor notícia que poderíamos receber. Este foi um ano super intenso e fecho-o em grande, com muita felicidade.
– O que é que sentiu quando soube que ia ser pai?
– Uma alegria enorme!
– Já era um desejo antigo?
– Já, e tinha de ser com a Laura, mas não havia uma data específica. Cada vez faço menos planos, a todos os níveis, porque a vida troca-nos sempre as voltas... Deixo as coisas fluírem e tudo vai acontecendo.
– Sente-se preparado para a chegada de um filho?
– Neste momento ainda não sei muito bem. Mas acredito que sim e estou muito feliz. Isso é o mais importante.
– Confirma que vai ser pai de um rapaz?
– Não queria falar disso.
– Preferem não revelar o sexo?
– Sim, preferimos que isso seja só nosso.
– A chegada de um bebé costuma ser sinónimo de uma onda de amor em torno do casal. Sobretudo, da família mais próxima…
– Sim, é verdade, todas as pessoas à nossa volta estão muito felizes. As nossas famílias estão mesmo muito felizes.
– Disse que “tinha de ser com a Laura” com uma segurança inabalável. O que é que encontrou na Laura que o faz ter essa certeza?
– Estamos juntos há cinco anos, não faria sentido ser de outra forma. Há coisas e razões que quero guardar para mim, mas um filho é algo muito importante, é a maior responsabilidade que posso ter na vida e, por isso, tinha de ser com a pessoa certa. E a Laura é a pessoa certa.
– Como têm sido estes cinco anos ao lado da Laura?
– Muito bons! Nesta profissão é importante ter a base familiar bem presente e sólida, e ter uma pessoa do meu lado que me apoia em tudo – a Laura apoia-me em tudo na vida – é muito importante.
– A Laura vai ser a melhor mãe que um filho poderá ter?
– Sim, sem dúvida alguma!
– A chegada de um filho pode ser uma prova para uma relação. No vosso caso, acredita que vos vai unir ainda mais?
– Tenho a certeza que sim.
– 2017 vai ser o melhor ano da sua vida?
– A nível pessoal, vai ser fantástico, e a nível profissional também vou ter muita coisa a acontecer, tanto cá, como no México, onde vou passar algum tempo.
– A partir de agora todas as suas decisões vão ter por base o seu filho e o tempo que passa com ele?
– Acho que saberei gerir bem isso. Comecei há dez anos, a música sempre esteve presente na minha vida, e não posso abdicar deste meu sonho, mas há tantos pais que são cantores e conseguem fazer ambas as coisas. É uma questão de organização.
– Como é que se imagina enquanto pai?
– Não sei... Um pai babado [risos]! Acho que vou ser um pai companheiro, vou ser um pouco a imagem dos meus pais. Tenho grandes pais e acho que vou ser como eles.
– Embora os seus pais hoje estejam separados, tiveram um casamento feliz durante muitos anos, por isso devem ser um pouco o exemplo do amor que quer ter com a Laura…
– Claro que sim. Quero muito viver um amor assim. Quando temos um exemplo tão bonito, a tendência é segui-lo.

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