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Filipa Areosa: “Não dou nada por garantido, essa é a minha filosofia”

Ser atriz é o seu caminho, mas Filipa tem outras paixões, como a cozinha. “Tenho uma veia empreendedora. Adoro cozinhar e gostava de abrir um negócio meu”, revela.

Vanessa Bento
1 de janeiro de 2017, 10:00

Embora mantenha uma discrição e uma reserva muito próprias, Filipa Areosa é uma mulher segura e certa de si e dos seus próprios sonhos. Humilde, mas obstinada, a atriz de Amor Maior tem conseguido dar provas do seu talento nos diferentes géneros da representação, o que a deixa muito feliz. Na verdade, Filipa guardou os receios numa pequena caixa e aventurou-se num registo de comédia – uma estreia – ao fazer o filme A Mãe É Que Sabe. E foi precisamente esta relação entre mãe e filha que deu o mote à nossa conversa, onde também o amor surge, inevitavelmente, ou não vivesse a atriz um namoro sólido com o ator Tiago Teotónio Pereira há um ano e meio.
– Que tipo de relação tem com a sua mãe?
Filipa Areosa – Sempre fui muito ligada à minha mãe. Ela nunca me deu muitos conselhos, mas sempre me orientou e mostrou as coisas pelo exemplo. Como tenho muitos irmãos, fomos sendo pais e mães uns dos outros.
– Quando tem que tomar uma decisão, é com ela que se aconselha?
– Por acaso não, mas a opinião dela conta muito. A minha mãe está lá sempre quando é preciso e quando eu não estou muito bem. Mãe é mãe. De resto, temos uma relação super natural. Ela deu-me a cana e ensinou-me a pescar, nunca pescou por mim.
– Isso deu-lhe confiança?
– Sim, claro. É muito importante e agradeço muito à minha mãe. Quando era miúda não via as coisas desta forma. Nós andávamos na natação, a minha mãe e o meu pai eram professores no clube de natação, e eu e os meus irmãos éramos as únicas crianças que iam a pé para casa e ninguém nos ia buscar a lado nenhum. A minha mãe dizia-nos: vão. E de facto não era perigoso, não precisávamos da mãezinha atrás de nós. Hoje agradeço à minha mãe por essas pequenas coisas, porque é isso que nos faz ser mais soltos, mais seguros. Claro que tenho as minhas inseguranças, mas faz parte.
– Hoje olha para a sua mãe de forma diferente da que olhava na infância e na adolescência?
– Completamente. Houve uma evolução na nossa relação. Lembro-me de ser pequenina e de estar literalmente agarrada às saias da minha mãe. E os meus pais sempre tentaram contrariar isso, sempre me disseram para ir, e na altura custava-me. Mas se não fosse por tudo isto, muito provavelmente nem ponderaria ser atriz.
– Sempre teve o apoio dos seus pais neste sonho?
– Sim. Os meus pais são muito terra a terra e nunca encararam isto como um sonho, mas sim como uma possibilidade a tentar. Se corresse mal, paciência. Só crescemos enquanto pessoas quando nos desafiamos, arriscamos e tentamos a sorte.
– Tem conseguido encontrar o seu lugar na televisão e no cinema. Como tem sido este percurso?
– Não tomo nada como garantido, essa é a minha filosofia. Trabalho diariamente, cada dia é diferente, e vou evoluindo. Não tenho muita pressa que as pessoas me vejam como a melhor atriz de Portugal, até porque isso não existe. Não sei se estou no bom caminho ou não, mas tenho pessoas que me apoiam em tudo. Não me sinto mais do que ninguém. Tenho tido muita sorte, porque tenho feito coisas muito boas. Acho que tenho conseguido agarrar as oportunidades, mas também não fico à espera que me caiam no colo. Vou à procura das coisas.
– Além das conquistas profissionais, a nível pessoal também encontrou a sua estabilidade ao lado do Tiago. Como tem sido partilhar a vida com ele?
– Somos os dois descontraídos e não gostamos de fazer muitos planos. Vivemos um dia de cada vez e tem corrido bem assim.
– Não gostam de colocar metas na relação?
– Não. So­mos tão novos... Até agora tem corrido tudo muito bem e claro que ninguém sabe como vai ser o futuro. Mas não vale a pena projetar muito, é ir vivendo o que temos, dia após dia. Temos sido felizes assim.
– Este foi um amor que surgiu sem avisar, mas que se instalou de malas e bagagens nos vossos corações…
– Sim, é verdade. A maneira de estarmos no trabalho é muito semelhante e isso ajuda, torna tudo muito mais fácil.
– Este ano começaram a viver juntos. Foi uma decisão que veio cimentar a relação?
– Claro que sim. Mesmo quando não vivíamos juntos, já passávamos muito tempo um com o outro, por isso é tudo natural para nós. Temos hábitos muito parecidos e tem corrido tudo muito bem. Embora trabalhemos juntos, falamos muito pouco sobre a novela quando estamos sozinhos. Claro que tudo se mistura, não podemos separar tudo em pequenas caixas. Damo-nos bem no trabalho, damo-nos bem em casa e somos amigos, acima de tudo. Existe esse respeito a todos os níveis da nossa vida. Esse é o segredo. Talvez por isso as coisas corram tão bem. A base de tudo é o respeito.

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