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Bárbara Feio em família: “Aproveitamos ao máximo o tempo que passamos a quatro”

A 'designer' de moda desfrutou de um fim de semana com o marido e os filhos no Castelo da CARAS, no Crato.

Marta Mesquita
25 de dezembro de 2016, 13:00

Com o marido, Ricardo Afonso, a trabalhar em Londres, Bárbara Feio passou a valorizar ainda mais os momentos em família, sendo nos fins de semana que passam a quatro que recarrega baterias e se prepara para mais uma semana sozinha com os filhos, Dinis, de seis anos, e Matilde, de sete meses. Apesar de ser um grande desafio manter uma relação à distância, a designer de moda e o gestor ficaram ainda mais unidos, não deixando que os quilómetros que os separam abalassem a estabilidade que construíram nos últimos oito anos.
Aproveitando uma curta estada de Ricardo em Portugal, a filha mais velha de António Feio aceitou o convite para des­frutar de uns dias em família no Castelo da CARAS, durante os quais mostrou o que faz dela uma mulher, mãe e profissional feliz com a vida de todos os dias.
– Com o seu marido a viver em Londres, estes momentos devem saber a pouco…
Bárbara Feio – Sabem a pouco, porque ele vem sempre com o tempo contado. Quando vivíamos e trabalhávamos juntos, tínhamos uma perspetiva do tempo muito diferente da que temos hoje. Agora, aproveitamos ao máximo o tempo que passamos a quatro.
– Uma relação à distância é uma prova de fogo…
– Acabou por nos unir ainda mais. Apesar de não estar fisicamente ao pé de nós, o meu marido continua a ser muito dedicado à família. Ele é um super pai e, mesmo à distância, continua a ser um grande cuidador.
– E tem sido muito complicado gerir sozinha o dia-a-dia de duas crianças?
– Sim, é complicado. Sou uma mãe muito presente, nunca me demito do meu papel. E tudo acaba por ser um desafio, porque eles têm idades muito diferentes e isso reflete-se nas suas necessidades. O Dinis já tem horários para cumprir e trabalhos de casa para fazer e eu não tive uma típica licença de maternidade que me permitisse gozar em pleno estes primeiros meses da Matilde. Muitas vezes, ela vai comigo para determinados trabalhos. Acredito que os filhos devem moldar-se à vida dos pais, habituando-se a vários ambientes.
– Diz-se que uma mulher muda muito quando se torna mãe. Um segundo filho também tem essa capacidade de transformação?
– Tem. O Dinis mudou-me muito, porque passei a viver com o coração fora do peito. Aprendi que existe um amor maior que tudo. Com a gravidez e o nascimento da Matilde, passei a estar mais em contacto comigo, com a minha essência. Mudei muito. A vida corre demasiado depressa e nem sempre nos apercebemos que deixámos lá atrás coisas que, afinal, são importantes. Uma das experiências que recuperei foi a escrita. Durante a minha infância e adolescência escrevia imenso, depois parei de o fazer. E durante a gravidez voltei a sentir essa necessidade. Talvez um dia me apeteça escrever algo mais sério. Entre os dez e os 15 anos escrevi cinco livros, cada um com cerca de 150 páginas. Durante muitos anos estive concentrada na minha marca de roupa e isso absorveu-me bastante. Há cerca de um ano e meio, decidi mudar de rumo. Hoje só faço figurinos e peças exclusivas que contam uma história. Já não me apaixona fazer coleções atrás de coleções. Desapaixonei-me pela fast fashion. Comecei mesmo a ver as coisas de dentro para fora.
– Está, portanto, a recuperar a mulher que ficou perdida nas várias solicitações do dia-a-dia…
– Sim, é isso mesmo. Hoje não abdico de ser uma mulher. Quando o Dinis nasceu, era incapaz de comprar uma peça de roupa para mim, porque não tinha vontade. Toda a minha existência estava absorvida por aquela criança. Agora, tenho prazer em cuidar de mim. Não deixo de ir ao cabeleireiro e isso não implica que me dedique menos aos meus filhos. Aprendi que não posso ficar para segundo plano. É muito importante para as crianças terem pais felizes.
– Tendo em conta o que está a partilhar, a Bárbara parece estar a pôr em prática o legado do seu pai, António Feio, quando escreveu o livro Aproveitem a Vida.
– Sim, sem dúvida! Essa foi a grande transformação que aconteceu em mim. Passei a pôr em prática o grande ensinamento que o meu pai nos deixou, que é aproveitarmos a vida e o momento, procurando sempre a felicidade. Estava presa a algumas coisas que não eram assim tão importantes. Agora, entendo mesmo o que o meu pai nos queria dizer.
– E por falar no seu pai, como é que agora vive o Natal sem ter por perto uma das grandes referências da sua vida?
– Dezembro é um mês muito emotivo, porque, além de se celebrar o Natal, o meu pai fazia anos no dia 6. Como sou otimista, encaro tudo com alegria. Fico saudosa, claro, mas não fico triste. Vejo sempre o dia do aniversário dele como um momento de celebração. E o Natal vai continuar a ser comemorado com entusiasmo.

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