Nas Bancas

Anna Westerlund feliz com Clara: “A vida surpreendeu-me com este presente”

A ceramista já não pensava ter mais filhos quando foi surpreendida com a notícia da gravidez. Hoje, não se imagina sem Clara na sua vida.

Cristiana Rodrigues
25 de dezembro de 2016, 19:00

Anna Westerlund gosta de planear tudo milimetricamente e deixa pouco espaço ao acaso, mas Clara, que nasceu no passado dia 5 de julho, veio mostrar-lhe que certas surpresas, por maior impacto que tenham, são maravilhosas. Hoje, a ceramista, de 38 anos, já não se imagina sem este bebé que veio enriquecer ainda mais o mundo de afetos que tem construído com o ator Pedro Lima nos últimos 15 anos, e do qual fazem ainda parte os filhos em comum, Emma, de 12 anos, Mia, de nove, e Max, de seis, e João Francisco, de 18, filho do ator e de Patrícia Piloto. Para deixarem brilhar aquela que será a ‘estrela’ deste Natal lá em casa, só Anna e Clara posaram para estas fotos.
– Este ano o vosso Natal vai ser ainda mais especial?
Anna –
Muito mais! A Clara veio trazer mais alegria e uma luz diferente ao nosso Natal. A experiência de terem um bebé em casa tem sido muito enriquecedora para os irmãos. Ela vai mesmo ser o centro das atenções.
– Ainda por cima, porque não estavam à espera de ter um Natal assim...
[risos] Verdade! Com a Clara, senti que a vida me surpreendeu com um presente maravilhoso. Sinto-me verdadeiramente abençoada por ter a Clara na minha vida.
– Enche-se de orgulho ao olhar para a família que tem vindo a construir?
Eu e o Pedro somos mesmo muito vaidosos da nossa família, ainda por cima nos dias de hoje, em que as relações têm desafios maiores, são mais postas em causa, e as pessoas se separam facilmente, às vezes ao primeiro obstáculo. Nesse sentido, temos muito orgulho nesta família que temos construído e que tem vindo a aumentar. E que vai ficar por aqui [risos]!
– Diz isso agora...
[risos] E espero que assim seja!
– Nestes 15 anos, nunca pôs a sua união em causa?
Sinceramente, não. A nossa crise máxima é quando estamos em fases em que temos menos paciência um para o outro, quando estamos a precisar de um tempo mais sozinhos. Mas temos a capacidade de sentir esses timings e respeitamo-los.
– O facto de terem muitos filhos faz com que valorizem mais o tempo que passam a dois?
Para nós, ter tempo a dois não tem de ser verdadeiramente só a dois. Não sentimos essa necessidade. Quando estamos em família mantemos a nossa cumplicidade e o nosso tempo dentro do tempo da família.
– Quando começou a namorar com o Pedro, imaginou que o vosso amor iria dar nisto [risos]?
[risos] Eu era uma miúda e ele tinha 30 anos, já era mais vivido, tinha um filho... mas confesso que senti logo uma empatia muito forte.
– Diria que têm conseguido percorrer o mesmo caminho?
Tendo em conta que a nossa relação resulta há tanto tempo... [risos] Há, no entanto, momentos em temos caminhos diferentes, mas isso não nos põe necessariamente em caminhos opostos.
– No que diz respeito a rotinas, não devem ter muito tempo para se aborrecerem...
[risos] Pois... Embora os filhos sejam grandes desafios para uma relação. O tempo tem-nos é trazido muita cumplicidade, muitos momentos bons vividos a dois e a certeza de que a nossa vida faz muito sentido um com o outro. E enquanto pensarmos assim, o tempo que passarmos juntos será muito saboroso.
– Estes quatro meses de Clara também têm sido saborosos?
Sim, estes meses têm sido um misto de emoções, mas todas no bom sentido. Sou muito de planear as coisas, de ir atrás de objetivos delineados, e quando soube que estava grávida senti que não tinha muita preparação para estas surpresas que a vida nos traz. Tem sido uma aprendizagem também nesse sentido.
– Foi preciso chegar aos 38 para perceber que sermos surpreendidos pode ser bom?
É verdade. O nascimento da Clara não estava mesmo planeado e acabou por trazer-nos uma alegria enorme. E digo com convicção que me sinto mesmo uma sortuda por me ter acontecido esta surpresa tão boa.
– Em famílias numerosas, o ser-se solidário é quase inato?
Completamente. Tornamo-nos pessoas mais solidárias e atentas aos outros.
– Incutiu nos seus filhos mais velhos que é melhor terem irmãos do que bens materiais. Eles interiorizaram bem isso?
Nenhum dos meus filhos põe em causa ter os irmãos que tem. E nenhum deles põe em causa o amor que sentimos uns pelos outros. Cabe-nos a nós, pais, gerir algumas frustrações que possam surgir, uma vez que por vezes eles querem coisas que não podemos dar-lhes. Falo sobretudo de quererem fazer certos programas que não são compatíveis, porque somos muitos. Ainda assim, tentamos gerir a agenda de cada um e cumprir com os desejos deles sempre que possível.
– E é difícil gerir a vida de quatro crianças?
É um desafio! É verdade que não é nada fácil, mas até me custa dizer isto, quando na verdade sinto que sou uma privilegiada. Faço o que gosto, tenho o ateliê em casa, tenho a ajuda de uma pessoa espetacular, que é a Anabela... Às vezes sinto é uma certa frustração, no sentido em que deveria dedicar mais tempo ao trabalho, porque depois as coisas não acontecem nos timings que eu queria. Mas a minha maneira de estar perante os meus filhos é pô-los em primeiro lugar. E nisso nunca irei mudar.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras