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Ana Antunes assegura: “O Nosso Natal tem sempre um toque de sofisticação”

A decoradora abriu as portas da sua casa, no Chiado, e posou ao lado do marido, Pedro Filipe-Santos, e do filho, Martim.

Marta Mesquita
25 de dezembro de 2016, 15:00

Ana Antunes já chegou a montar nove árvores de Natal num só ano, apresentando em todas essas decorações propostas diferentes e originais. Mas quando se trata de abrir as portas da sua própria casa ao espírito natalício, a decoradora aposta sempre na sofisticação e em objetos que lhe trazem memórias felizes. Já não tendo ao seu lado pessoas tão importantes como a sua mãe e o seu tio, o estilista António Augusto, a cara do programa Querido, Mudei a Casa não consegue evitar viver esta época com alguma nostalgia. Contudo, o marido, Pedro Filipe-Santos, e o filho, Martim, de 11 anos, ajudam-na a perpetuar a alegria do Natal, que continua a ser vivido em família e com muito glamour à mistura, como Ana contou à CARAS, depois de uma sessão fotográfica em sua casa, no Chiado.
– Quais foram as suas inspirações para esta decoração de Natal?
Ana Antunes – Este ano quis apostar no contraste e inspirei-me bastante no estilo Hollywood Regency. Por isso, tenho alguns elementos vintage e cheios de glamour, como o aparador com as molduras, os dourados misturados com o preto, a mesa que faz lembrar o bambu e o sofá num azul pavão. Faço várias misturas na árvore de Natal, mas há elementos que estão sempre presentes, como os pássaros e as grinaldas.
– E estas peças que usa sempre têm um significado especial para si?
– A minha mãe punha sempre pássaros na árvore e eu quis continuar essa tradição. A primeira vez que fiz uma árvore de Natal em minha casa inspirei-me naquelas que vi durante toda a minha vida. As árvores vão mudando, mas os pássaros estão sempre lá. Para a minha mãe, as grinaldas eram uma espécie de joias. Ela achava que o Natal tinha de ser celebrado com sofisticação. Outra tradição que mantemos cá em casa é a de montar a árvore no dia 23 de novembro, porque o meu filho nasceu num dia 23.
– E essa sofisticação na decoração é transportada para as próprias celebrações natalícias?
– Sim. O nosso Natal tem sempre um toque de sofisticação. Se chegasse ao jantar de Natal do meu tio e não fosse ‘em chique’ tinha de ir a casa mudar de roupa [risos]! Havia sempre uma cor dominante e um dress code para respeitar. No Natal do meu tio não havia a lareira nem a camisola confortável com bonecos [risos]. Até podíamos vestir uma camisola quente, mas também tínhamos de usar uma saia comprida. Alguns desses hábitos mantemos. Contudo, houve algumas tradições que acabámos por perder. Era sempre o meu tio que cozinhava o bacalhau e fazia um molho especial, por exemplo.
– Tornou-se decoradora com o Querido, Mudei a Casa. Passados 12 anos, consegue imaginar a sua vida sem este programa?
– O programa já faz parte da minha vida. Costumo dizer que ele é o meu filho mais velho, o Martim é o do meio e a loja Querido o terceiro. Às vezes gostava de ter mais espaço para fazer outras coisas no programa, mas não sinto necessidade de ter novos desafios fora dele. Todos os anos tentamos inovar no Querido e isso acaba por ser muito estimulante para mim e para toda a equipa. E foi o programa que me permitiu ganhar experiência. Foi o melhor curso que poderia ter tirado.
– O Querido, Mudei a Casa é um projeto da produtora que tem com o seu marido, por isso ambos estão muito empenhados no programa. Sente que, às vezes, a vossa vida pessoal teve de ficar para segundo plano por causa das exigências profissionais?
– Sim. Tudo na nossa vida está muito focado no trabalho. Provavelmente, teríamos tido mais filhos se não fosse a nossa dedicação aos projetos profissionais. Contudo, tentamos não trazer o trabalho para casa, apesar de às vezes ser inevitável falarmos sobre isso. Confesso que para mim é muito difícil desligar-me do trabalho.
– A Ana e o Pedro vivem e trabalham juntos, o que pode ser um fator de desgaste para uma relação. Como é que conseguem preservar o vosso espaço enquanto casal, sendo também parceiros profissionais?
– Não sei... O Pedro e eu somos muito parecidos na forma como encaramos o trabalho e a vida. Estamos quase sempre de acordo e confiamos bastante um no outro. Além disso, moramos muito perto do escritório e da loja, uma circunstância que nos facilita muito a gestão do dia-a-dia. Não perdemos horas no trânsito nem temos dificuldade em compreender alguns stresses profissionais pelos quais o outro possa estar a passar, porque dividimos essa realidade. E tudo isso acaba por facilitar a nossa comunicação enquanto casal. Mesmo como pais, somos muito equilibrados e respeitamos sempre a opinião um do outro. Penso que é isso que nos ajuda a estarmos juntos há 15 anos.
– Como já referiu, a Ana e o Pedro estão muito empenhados na vossa vida profissional. Sente que essa dedicação acaba por se refletir na educação que dão ao Martim?
– Sim, um bocadinho. Mas, apesar de trabalharmos bastante, conseguimos dar muita atenção ao nosso filho. Como o Martim é filho único, acabamos por lhe dar muitos mimos. Contudo, é um menino educado e equilibrado. Não o estragamos com presentes e temos muito cuidado em não lhe dar tudo o que ele quer. Agora, claro que ele acaba por ter toda a nossa atenção quando não estamos a trabalhar.
– Sempre tiveram uma ótima relação com o vosso filho. Tem medo que isso mude agora que ele se aproxima da adolescência?
– O Martim ainda não entrou nessa fase. Aliás, muitas vezes até parece que não quer crescer para continuar a ser o menino do pai e da mãe!

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