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Cristina Santos e Silva abre as portas de sua casa e conta como vai passar o Natal

A arquiteta e ‘designer’ de interiores vive o Natal com magia, este ano mais triste, na sequência da morte do pai.

Andreia Cardinali
24 de dezembro de 2016, 16:00

Em casa de Cristina Santos e Silva já cheira a Natal. A árvore decorada à entrada da porta deixa antever que esta é uma época vivida com entusiasmo pela arquiteta, que faz questão de que tudo passe pelas suas mãos. Habituada a tomar conta da ceia de Natal assim como da decoração de cada recanto, este ano Cristina contou com a ajuda preciosa da mãe, Teresa, e da filha mais nova, Mariana, na decoração da casa. Rita, a filha mais velha, e José Pinto, o marido, não estiveram presentes neste dia por motivos profissionais. Mas a grande ausência este Natal será a do pai de Cristina, que morreu há quatro meses.
– Como costumam passar o Natal?
Cristina Santos e Silva –
A nossa família não é muito grande e infelizmente este ano ainda ficou mais pequena, porque o meu pai faleceu, mas costumamos fazer a Consoada em casa da minha cunhada, com a família do meu marido e a minha, e o dia de Natal cá em casa, com as mesmas pessoas. Somos 15 pessoas e este ano tenho o azar de o meu irmão estar a viver no Dubai e o meu sobrinho no Brasil. Somos cada vez menos.
– Será o primeiro Natal sem o seu pai...
Sim, tenho evitado pensar nisso [emociona-se]. O meu pai foi uma presença fundamental na minha vida, um dos homens mais importantes da minha vida e não sei muito bem como vai ser, porque éramos realmente muito ligados. Tinha uma presença muito forte junto de todos, ele e a minha mãe ocuparam-se da educação das minhas filhas, do estudo de ambas, vai fazer muita falta.
– Nesta altura é a Cristina que trata de tudo?
Tudo passa por mim. A decoração, as compras, os doces... A minha mãe ocupa-se do peru e em casa da minha cunhada come-se bacalhau na Consoada. Mas eu gosto de fazer tudo, não sou pessoa para deixar os outros tratarem das minhas coisas.
– Quando está, por exemplo, a fazer a decoração de uma mesa como esta, deixa que alguém interfira?
Não. Gosto imenso das opiniões das minhas meninas, mas normalmente já tenho o meu esquema mental.
– O que optou por fazer este ano?
Todos os anos compro coisas e nunca deito nada fora. Tenho peças que trouxe da altura em que vivíamos em Macau e ainda tenho coisas anteriores ao nascimento da minha filha mais velha. Guardo tudo e depois reinvento. Os cogumelos já tinha comprado há alguns anos, o serviço é da Christofle, o faqueiro foi um presente dos meus pais.
– Apesar de alguma irreverência nas peças, mantém a tradição nas cores...
Sim, para mim o Natal tem de ser com as cores dominantes, o verde e o vermelho, e depois com apontamentos de dourado ou prateado. Desta vez, para sair um pouco do registo tradicional, optei pela mística das fadas e dos bosques, com as florestas encantadas dos cogumelos, nos tons vermelho, branco e prata. Como sou gulosa, não podiam faltar os brigadeiros de chocolate negro, que este ano também fazem parte da decoração.
– No dia a dia também faz mesas tão elaboradas?
No dia a dia não, mas ao fim de semana, sim. Temos uma casa em Azeitão e ao fim de semana, só para nós os quatro, ponho sempre uma mesa mais cuidada ao almoço ou ao jantar. Dá-me muito prazer e relaxa-me imenso.
– Esta época traz-lhe mais inspiração?
Depende. Quando chega esta altura já nem me apetece fazer a árvore de Natal. Depois, à medida que o mês de novembro avança e eu consigo terminar os meus projetos, aí começo com vontade. Gosto imenso de decorar a mesa dos bolos e apesar de às vezes estar um bocadinho farta, o Natal é naturalmente um grande incentivo à decoração.

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