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Bárbara Guimarães: “Este foi um ano que me ensinou a ser mais resiliente”

Depois de um ano marcado pelo seu polémico divórcio, a apresentadora concedeu-nos uma manhã em que partilhou alguns dos seus sonhos. Um deles é conquistar serenidade.

Cristiana Rodrigues
24 de dezembro de 2016, 10:00

Fã do comércio tradicional, tem prazer em palmilhar Lisboa. Bárbara Guimarães, de 43 anos, gosta de descobrir novas lojas e os pequenos segredos que se escondem nas ruas da Baixa e do Chiado, por onde a acompanhámos numa destas manhãs de outono. Entrámos em alfarrabistas e retrosarias e aventurámo-nos num pequeno mercado de rua no Miradouro de São Pedro de Alcântara. Pelo caminho, fomos conversando e deixando que a apresentadora da SIC fizesse algumas compras de Natal. Um assunto que acabou por dar o mote a esta entrevista. Falámos de sonhos, da forma como a apresentadora de televisão vive esta quadra com os filhos, Dinis, de 12 anos, e Carlota, de seis, e com a família. Traçou metas para 2017 e fez ainda um balanço deste ano – que também ficou marcado pela batalha que trava em Tribunal com Manuel Maria Carrilho, assunto que deixámos fora destas páginas.
– Foram as compras de Natal que nos trouxeram até aqui. Compra presentes por impulso ou pensados com cuidado para cada pessoa?
Bárbara – Gosto de fazer as compras de Natal com antecedência e sim, gosto de descobrir um presente especial para as pessoas que fazem parte da minha vida. E é nestes périplos que descubro ‘segredos’ que agradam aos outros. Mas o Natal, para mim, é acima de tudo viver em família.
– Ter a família reunida à sua volta ajuda-a a superar alguns momentos menos felizes?
Quando estou com a família há uma química tão grande, há tanta vontade de estarmos juntos, há tanta alegria nesse encontro, que é realmente um tempo muito bom.
– Há alguma nostalgia por não poder estar com o Dinis e a Carlota? Imagino que tenha de partilhar a quadra festiva com o pai...
Tenho sempre os meus filhos no Natal.
– Cabe-lhe a si fazer a árvore de Natal ou eles ajudam-na?
Adoro o Natal e adoro fazer a árvore. Tenho bolas de Natal que representam momentos da vida dos meus filhos, o nascimento deles, o crescimento deles, outras relacionadas com viagens que fiz e que me fazem lembrar o momento que vivi, o sítio onde estive. Cada uma tem a sua história, um significado especial. A minha árvore é muito emotiva, está cheia de histórias bonitas.
– Por falar em histórias. O balanço que faz deste ano que está quase a terminar, e que deve ter sido muito atribulado, é positivo?
Foi um ano vivido a pulso, que me ensinou a ser mais paciente, mais resiliente. Felizmente, também me trouxe algumas coisas boas. E é nessas que arranjo forças para continuar e querer fazer de 2017 um ano muito mais leve, mais fresco e mais tranquilo. Tinha de passar por este ano de 2016, com as provações que tive, para estar pronta para um 2017 mais sereno.
– São as provações que nos tornam mais fortes?
Nem é uma questão de nos tornarmos mais fortes. É uma questão de sabermos dar valor ao que realmente é importante, na vida. Gosto de coisas tão simples... Parecem pequeninas, mas são gigantes no meu coração.
– 2017 pode ser um ano para viver um grande amor?
[risos] Quem é que não quer viver um grande amor? Mas não se escolhe o momento para acontecer, simplesmente, acontece.
– Tem sonhos para cumprir no próximo ano?
Tenho muitos e bons sonhos. Sou uma sonhadora. Os sonhos fazem-nos viajar e fortalecem-nos como pessoas. Gosto de sonhar.
– E de realizar os sonhos dos outros?
Também. Faço isso, por exemplo, através da solidariedade. Nesta altura do ano mediatizam-se mais as ações solidárias, mas eu faço solidariedade durante o ano inteiro.
– Incute esse espírito nos seus filhos?
Sim, acho fundamental que eles sejam generosos, solidários. E essa educação não se dá só no Natal.
Produção: Vanessa Marques | Maquilhagem: Raquel Peres | Cabelos: Rui Canento | VÍdeo: Jorge Martins

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