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Lúcia Piloto admite: “Sou uma referência para os meus netos”

A empresária posou para a CARAS com os seis netos, Carolina, Constança, Carlota, João Francisco, Francisca e Beatriz.

Marta Mesquita
23 de dezembro de 2016, 16:00

Lúcia Piloto personifica o conceito de avó moderna: trabalha, gosta de cuidar de si e ainda tem tempo para estar com os seis netos, João Francisco, de 18 anos, filho de Patrícia, Carolina, de 17, Francisca, de 16, Carlota, de sete, e Constança, de cinco, filhas de Cláudia, e Beatriz, de seis, filha de Andreia. E se hoje já poucos netos são recebidos com bolos caseiros para o lanche, os mimos e a atenção, esses, continuam a fazer parte do ‘património imaterial’ das avós.
Apesar de dedicar grande parte do seu tempo ao grupo Lúcia Piloto, do qual fazem parte vários cabeleireiros, um spa e uma academia, esta avó faz questão de estar muito presente na vida dos netos, tendo construído uma relação cúmplice e especial com cada um deles.
Depois de uma divertida sessão fotográfica natalícia, durante a qual dividiu o protagonismo com os seis netos, Lúcia conversou com a CARAS sobre os seus papéis de avó, mãe, empresária e mulher, pondo em evidência o que os liga a todos: os afetos.
– Com seis netos, deve ser impossível o Natal passar-lhe ao lado…
Lúcia Piloto – [risos] Sim, é impossível! Tenho sempre uma casa cheia e é uma época vivida com muita intensidade e alegria. Confesso que não faço os doces de Natal em casa, porque trabalho muito e não consigo ter tempo para tudo, mas faço a árvore de Natal, isso consigo fazer [risos]!
– A Lúcia não corresponde àquela ideia que se tem de uma avó tradicional, que fica em casa à espera dos netos, a cozinhar para eles... Consegue definir-se enquanto avó?
– De facto, não sou uma avó tradicional, mas sou uma avó muito presente. Não posso ir buscar os meus netos à escola todos os dias, por exemplo, mas sempre que posso levo-os às atividades extracurriculares, seja o râguebi ou a natação. Quando estou com eles, dou o melhor de mim. Podemos não ter muito tempo, mas o que temos é de qualidade. Nenhum dos meus netos ficou sem a avó quando precisou dela. O João Francisco desfrutou mais da minha companhia, porque foi o primeiro, mas todos eles já tiveram momentos especiais comigo.
–Sente que eles veem em si uma referência?
– Sim, acho que sou uma referência para os meus netos, sempre falei muito com eles, mas sem interferir na sua educação! Quem os educa são as minhas filhas. São elas que tomam todas as decisões. Contudo, quando me perguntam, também dou a minha opinião. Como avó, vejo-me como aquela pessoa que está ali para os mimar. Não os estrago com mimos, mas como não tenho a responsabilidade de os educar, posso ir um bocadinho mais além do que os pais.
– Tem um neto adulto, duas netas adolescentes e três que ainda são crianças. É fácil ter dinâmicas tão diferentes ao mesmo tempo?
– Tenho uma relação muito próxima com os meus netos mais velhos. O João Francisco sempre viveu perto de mim, e como estamos mais vezes juntos, acabamos por ter uma afinidade maior. Com a Carolina e com a Francisca também tenho bastante cumplicidade. Em determinada altura, elas vieram muito para minha casa, o que ajudou a que nos tornássemos ainda mais próximas. Também passámos férias juntas, o que foi muito bom. Para eles, tento ser a avó confidente. O João Francisco, por exemplo, desabafa muito comigo, e tento estar sempre disponível para o ouvir. Ele fez agora o exame de condução e pediu para ser eu a levá-lo até lá. Este tipo de gestos revelam a relação especial que temos. Vivemos tudo com muita intensidade. Das mais novas, já não estou tão próxima, porque agora já são muitos e a dinâmica familiar também é diferente.
– Não há muitas mulheres da sua geração que tenham sido tão empreendedoras como a Lúcia foi e é. Foi difícil construir uma carreira tão exigente e, ao mesmo tempo, ter uma família numerosa?
– Não foi fácil.... Mas tive uma sogra que foi uma mãe para mim e me ajudou a criar as minhas filhas. Consegui dar o máximo à minha profissão porque tive esse grande apoio. Mas alguma coisa teve de ficar para trás... Sei, pela minha experiência, que não é possível dar total atenção às duas áreas. Por isso, se em determinada altura estava mais dedicada à minha carreira, mais tarde tentava compensar as minhas filhas. E sei que se não me tivesse dedicado a construir o que tenho, não poderia ter proporcionado determinado nível de vida à minha família. Também não posso deixar de referir o apoio do meu marido, que sempre esteve ao meu lado e a incentivar-me para alcançar os meus sonhos. O Júlio também foi muito importante em todo este processo. Olhando para trás, sinto-me bem com as decisões que tomei.
– E nesta altura da sua vida, em que já tem uma carreira consolidada, as filhas criadas e os netos mais velhos encaminhados, o que a motiva?
– Continuo a ter muitas coisas que me motivam. Em primeiro lugar, porque adoro a minha profissão, depois, porque não sou pessoa de ficar em casa. Gosto de ter uma motivação para sair da cama. Quando isso não acontecer já devo estar muito velhinha... Não sinto a idade a passar e, por isso, continuo a trabalhar como quando tinha 20 anos. Às vezes, até trabalho mais! Com a nossa academia, tenho de tratar de muitas coisas, nomeadamente das diretrizes para todos os trabalhos mais criativos. Todos os dias há algo de novo nesta área e isso continua a ser muito motivador, porque há sempre coisas que podemos aprender. Não sinto que tenha uma vida monótona. Estou sempre ativa. As minhas filhas até dizem que já não sei como descansar.
– E consegue ter tempo para si? Tem algum hobby?
– Consigo e faço questão de ter tempo para mim. Antes de ir trabalhar, vou todos os dias às minhas aulas de ginástica. É aquela hora que tenho só para mim, sem pensar em mais nada. Vou sempre de manhã, porque quando começo a trabalhar deixo de ter tempo para outras coisas. E quando chego a casa gosto de ler um bocadinho, mas confesso que muitas vezes leio duas ou três páginas e fico cheia de sono! Também não vou ao cinema, porque adormeço. Tenho uma vida intensa, por isso quando paro não consigo fazer mais nada.
– A passagem dos anos tem sido generosa consigo. Como é que lida com o envelhecimento?
– Acredito que a beleza vem de dentro para fora. Além disso, a natureza foi generosa comigo, porque não tenho dificuldade em manter a boa forma. Posso comer mais ou menos o que quiser que não aumento de peso, o que é uma sorte. Mas tenho algum cuidado, se vir que estou a engordar faço logo por perder o que está a mais. Também pratiquei ioga durante vários anos, o que me deu muita elasticidade. Sou uma apreciadora da beleza e tento manter-me bem e bonita. Sou vaidosa e não quero ficar gorda, velhinha ou feia [risos]! Vou viver muito tempo e tenho de me manter bem. E acredito mesmo nisso!
– Este ano, o seu marido passou por um momento delicado depois de uma operação…
– Sim, este foi um ano um bocadinho difícil para nós. O meu marido teve de ser operado a uma hérnia e depois disso teve uma série de complicações, nomeadamente algumas infeções… Às vezes, nem eu sei como tenho energia para isto tudo! Nunca deixei de trabalhar nem de lhe dar toda a assistência, o que exigiu uma gestão que nem sempre foi fácil. Contudo, sou uma pessoa muito positiva e acredito que o pior já passou. Espero que o próximo ano seja melhor.

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