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Eduardo Beauté: “Fui um alvo do Luís durante três anos, foi complicado”

O cabeleireiro diz que o melhor presente de Natal que poderia receber era o ex-marido, o modelo Luís Borges, não renunciar à paternidade do filho mais velho, Bernardo. Quanto aos mais novos, Lurdes e Eduardo, estão apenas à guarda jurídica de Eduardo, ainda não tendo sido plenamente adotados.

CARAS
22 de dezembro de 2016, 18:26

Separado de Luís Borges desde agosto, Eduardo Beauté fala finalmente sobre os motivos que levaram ao divórcio, assinado no início deste mês. Uma conversa franca, onde abre o coração sobre o que sente, o que espera para os filhos, Bernardo, de seis anos, Lurdes, de quatro, e Eduardo, de dois, e os desejos para 2017, ano em que completa 50 anos de vida.
– Este vai ser um Natal mais triste?
Eduardo Beauté – Vou fazer de tudo para os meus filhos terem um Natal o mais feliz possível. Vamos para um hotel na Serra da Estrela de que eles gostam muito. Mas sente-se um vazio, o Luís ainda não me é indiferente.
– Algum dia deixará de ser?
– Não, ele faz parte da minha história. Foi o homem com quem me casei e decidi ter três filhos. Tivemos uma história de amor linda.
– Acha que voltará a amar?
– Acho que nunca mais me vou entregar a ninguém como me entreguei ao Luís.
– Não há possibilidade de fazerem as pazes, um dia?
– Será muito difícil, porque estes três anos criaram ressentimentos, mas não posso dizer “desta água não beberei”.
– Olhando para trás, o que falhou?
– O Luís era muito jovem quando o conheci. Começámos por ser amigos, mas só quando nos tornámos mais próximos é que percebi que era uma pessoa revoltada, amargurada com a vida: era adotado, não sabia quem era o pai, sabia quem era a mãe biológica, mas não a conhecia... Só a conheceu depois de estarmos casados. E esse foi o princípio do fim.
– Porque diz isso?
– O Luís sempre teve reações de alguém muito marcado pela vida. Com o aparecimento da mãe, há uns três anos, as feridas que estavam a sarar reabriram e ele ficou ainda mais revoltado. Depois disso, nunca mais foi a mesma pessoa. Descarregava tudo em mim. Fui um alvo durante três anos, e aguentar isso foi muito complicado. Tive dois esgotamentos, estive internado… Eu não queria que o nosso casamento acabasse.
– Acha que nada poderia ter salvo o vosso casamento?
– Talvez se tivéssemos feito uma terapia de casal, ou a solo, mas só pensei nisso depois.
– Chegou a dizer que o Luís era verbalmente agressivo consigo. E com as crianças?
– Não, só comigo.
– Os meninos perceberam alguma coisa do que aconteceu?
– Não. Ainda hoje lhes digo que o papá está a trabalhar num sítio muito longe, onde não há telefones. Quem sente mais a ausência é a Lurdes. Ela e eu estamos a ser acompanhados por um psicólogo. Através da imprensa soube que ele ia passar o Natal com a família e depreendi que fosse com a de Castelo Branco. Por isso, liguei-lhe. Queria propor-lhe que eu passasse a Consoada com os meninos e ele passasse o Dia de Natal, mas ele nem me deu possibilidade de dizer nada, insultou-me e desligou o telefone.
– Há quanto tempo é que as crianças não veem o Luís?
– Há cerca de três meses. Depois do divórcio, encontrámo-nos para regular o poder parental. A reunião correu mal, ele não mostrou muita disponibilidade, eu acabei por sair e não resolvemos nada. Agora vai ser tudo resolvido entre os advogados. Espero que ele não renegue o Bernardo e queira continuar a ser o seu papá.
– Sendo Natal, se falasse com ele, que lhe diria?
– Já lho disse. Disse que lhe desejava muita sorte e que esperava que ele fosse feliz.
Pelas suas palavras, parece ter sido o Eduardo a pôr um fim ao casamento.
– Tínhamos vindo de um casamento e tivemos uma discussão. Pela primeira vez, eu saí de casa, fui para um hotel próximo de casa e dei-lhe três dias para deixar o apartamento. Esteve quase duas semanas à espera que eu voltasse, mas eu não voltei e pedi-lhe o divórcio.
– Diz que ele não fala consigo. É por isso?
– Eu feri o orgulho dele com as coisas que escrevi no Facebook [o cabeleireiro acusou o modelo, entre outras coisas, de “ser agressivo e mal educado”, e “cobarde” por se manter em silêncio]. Sei que assim cheguei até ele e o fiz pensar, tornar o assunto público era tocar-lhe no ego e eu sei que só assim o ia abanar. Ele hoje deve odiar-me, nem deve querer ver-me, e por isso bloqueou todas as formas de contacto. Mas sei que mesmo estando muito ofendido comigo ele pensa nisto tudo e um dia vai dar-me razão e vai tornar-se uma pessoa melhor. E o que eu quero é que ele um dia seja um homem melhor.
– E o que quer para si?
– Estou a preparar a abertura de lojas fora de Lisboa e a abertura da minha academia de formação de cabeleireiros. Vou lançar um livro pelos meus 50 anos, com vários depoimentos de amigos meus e de clientes, e estou a escrever as minhas memórias, a minha história de vida.
– Depois disso, o que lhe falta fazer?
– Ver os meus filhos casar e ser avô.

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