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Lourenço Ortigão: “Estou feliz e acho que se percebe”

Numa viagem à Madeira, o ator disse à CARAS que arrumou o passado e acha que o futuro vai ser risonho.

Cristiana Rodrigues
17 de dezembro de 2016, 16:00

O sorriso rasgado é uma das imagens de marca de Lourenço Ortigão, de 27 anos, que espalhou simpatia e charme nos três dias que passou na Madeira. Na qualidade de embaixador da ilha, o ator acompanhou a Selfie Trip promovida pela RFM e mostrou que não se considera uma vedeta. Mas a verdade é que não houve quem não lhe pedisse um autógrafo ou para tirar uma foto a seu lado. Acessível, o protagonista da novela A Única Mulher nunca recusou, nunca fez má cara. Esta viagem permitiu, também, que puséssemos a conversa em dia com Lourenço, já que não o entrevistávamos desde janeiro de 2014. Um diálogo descontraído em que falámos de um passado bem resolvido, do qual faz parte o namoro mediático com a atriz Sara Matos, de um presente tranquilo e de um futuro que, acredita, será risonho, pois nele cabem todos os seus sonhos. Continuar a representar é um deles. Mas só no plateau, porque Lourenço Ortigão garante que fora de cena é genuíno e transparente.
– É jovem, bonito, famoso e tem ‘pinta’... Até é difícil acreditar que não tenha namorada...
[risos] Não tenho, não! Agora tenho muitas coisas em que pensar. Estou numa fase em que tenho é de me preocupar comigo.
– Mas aposto que recebe muitas declarações de amor...
Recebo várias sim, e gosto de as receber. Guardo tudo, mensagens, comentários, e-mails... Hoje, por exemplo, uma das funcionárias do hotel onde estou instalado deixou no meu quarto um bilhete que dizia: “Foi um gosto, tudo de bom, obrigada.” E embora não sendo uma declaração de amor, é uma demonstração de carinho, de atenção. Darem-se ao trabalho de escrever é ainda mais especial!
– Ontem, à noite, durante a volta à “movida” do Funchal, ficou provado que também é muito assediado...
[risos] Sou assediado, sim. Não vou ser hipócrita e dizer que não... Mas só sou muito assediado por ser da televisão e não por ser alguma coisa de especial... Sou um miúdo normalíssimo, mas como sou bem disposto, as pessoas abordam-me. Isto acontece hoje porque apareço na televisão, se não estiver no ‘ar’ as pessoas já não vão querer saber de mim.
– Saiu para se divertir, mas gerou-se um tal burburinho à sua volta que provavelmente nem se divertiu, pois não parou de tirar fotos e dar autógrafos. E, ainda assim, foi sempre cordial...
Nunca recuso uma fotografia, mas confesso que houve uma altura em que já não me apetecia. Às vezes sabia-me bem estar descansado, mas já sei que é assim. Só fora de Portugal é que dá para passar despercebido. Cá não posso estar completamente à vontade, são muitos olhares, há comentários, e isso não me deixa muito confortável. É quase como ir a um jantar de trabalho, há sempre limitações. A partir do momento em que sou reconhecido, nunca consigo desfrutar ao máximo.
– O ser reconhecido faz com que tenha mais cuidados e limites na maneira de estar?
Eu sou transparente na minha maneira de ser e estar, e digo isto genuinamente. Não consigo não o ser. Por outro lado, não sou de fazer grandes disparates [risos].
– Para seguir a representação não concluiu o curso de Gestão, mas tem uma vida para gerir. E para isso também devíamos poder tirar um curso...
[risos] Tenho uma vida e uma carreira para gerir. Mas neste momento sei bem onde quero chegar e assim tudo se torna mais fácil...
– E gerir um namoro, é difícil?
É muito difícil!
– Parece ser uma pessoa que se entrega nas relações. Isso traz-lhe mais dissabores?
Vivendo e aprendendo... Tudo o que vivi foi positivo, por mais difícil que tenha sido. Passei por fases muito difíceis, muito novo, sem parar de trabalhar e sempre com um sorriso na cara.
– Alguma vez sentiu arrependimento?
Não, nunca me arrependi, porque todas as coisas que vivi foram testes a mim próprio. Hoje, talvez mudasse algumas coisas, mas em muitas outras tenho orgulho por ter atuado como atuei. Muitas vezes tenho de viver o que não quero para perceber o que quero e o que me faz bem.
– Depois de algumas relações sem um final feliz, sente que amadureceu em termos emocionais?
Sim, muito. Tudo acontece por um motivo, e quando se é demasiado inocente Deus encarrega-se de nos ajudar a testar isso e cria desafios nesse sentido. Cabe-nos a nós aprender essas lições e moldarmo-nos para o futuro.
– Sofrermos um desgosto de amor faz com estejamos menos abertos para um próximo amor?
Sim, claramente. E mesmo tentando nunca passar os nossos medos e traumas para as pessoas que aparecem a seguir nas nossas vidas, inevitavelmente isso acaba por acontecer.
– Como é que se dá a volta por cima?
Levantando a cabeça e olhando para a frente. Dizem que o tempo é o nosso melhor amigo, que põe as coisas no lugar, e é verdade.
– Está numa fase tranquila?
Estou. Estou feliz e isso acho que se percebe. Sinto-me com energia positiva. Estou de bem comigo, com a minha vida, com a minha família, com os meus amigos. Não tenho dificuldades, viajo bastante...
– A idade e a experiência de vida trazem-nos ponderação...
Em relação à minha vida pessoal sim, estou mais ponderado, mas noutras áreas da minha vida até estou mais louco. Se estiver livre, sem gravações, viajo, aprendo, conheço. Não gosto de estar parado, gosto de desafios. Vivo da falta de tempo, do frenesim de andar de um lado para o outro. Vivo a não querer dormir, a querer aproveitar para estar com aqueles de que mais gosto, os amigos e a família.
– Fala muitas vezes da importância da sua família. É o seu porto seguro?
Sem dúvida que sim. A minha família está sempre lá. Só pelo facto dos meus pais terem orgulho em mim e de sempre me terem apoiado é que eu fui chegando até aqui. Se eles me tivessem dito que a representação não seria um bom caminho, eu teria recuado. Eles ensinam-me a ser quem sou, a não me esquecer de quem são as pessoas importantes, onde é o meu lar e, acima de tudo, a ter os pés bem assentes no chão.

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