Nas Bancas

Carolina Loureiro: “Sou muito reservada em relação à minha vida pessoal”

Tímida e discreta, a apresentadora do ‘Fama Show’ é bastante criteriosa na escolha dos que a rodeiam.

Andreia Cardinali
17 de dezembro de 2016, 14:00

Discreta, sem maquilhagem e de ténis, Carolina Loureiro, de 24 anos, confunde-se com os transeuntes que atravessam a estação do Rossio. Facilmente se deteta a sua timidez e a forma como prefere passar despercebida, a mesma discrição que a faz evitar comentários sobre o namoro com David Carreira e a deixa desconfortável quando reconhecem a sua cara da televisão e a abordam na rua.
Já maquilhada e vestida para a produção, assume o papel de mulher sensual e segura de si, características que nem sempre projeta no seu dia-a-dia. No final, Carolina despe a personagem e conversa tranquilamente com a CARAS sobre o seu percurso profissional como atriz e apresentadora do Fama Show e sobre a forma como tem crescido desde que deixou Pombal, aos 17 anos.
– Estreou-se em televisão na novela Morangos Com Açúcar, há cinco anos. A representação era um sonho?
Carolina Loureiro –
Com­pletamente. Vim viver para Lisboa aos 17 anos mesmo com o objetivo de fazer cursos e workshops e seguir representação.
– Adaptou-se bem?
Sim, foi fácil, eu já frequentava Lisboa antes, tinha cá família, e a minha mãe também já tinha vivido cá. Como estava agenciada pela Next Models desde os 15 anos, vinha cá de vez em quando fazer castings ou trabalhos de publicidade e moda. No primeiro ano vivi com uma das minhas melhores amigas e depois passei a partilhar casa com amigos dos Morangos. Mais tarde passei a morar sozinha.
– Teve de crescer depressa...
Muito. Tive de aprender a fazer tudo, lavar roupa, passar a ferro, lavar a louça, arrumar a casa, tudo... Mas adaptei-me e amadureci. Foi um ano muito importante.
– E há seis meses surgiu a oportunidade de integrar o Fama Show...
Nunca pensei ser apresentadora, planeava ser atriz, e esta oportunidade surgiu naturalmente. Achei que seria um bom desafio e está a correr muito bem. Entreguei-me a cem por cento e estou a gostar muito.
– É uma área que poderá substituir a representação?
Na minha vida? Não, nem pensar. Agora não dá para conciliar, mas se desse, era perfeito. Sinto que cresci muito com esta experiência. No início, quando me via na televisão, achava que não ia conseguir, mas depois percebi que se trabalharmos e pedirmos ajuda a quem está ao nosso redor, torna-se mais fácil. Hoje em dia vou para as reportagens muito mais calma.
– É crítica do seu trabalho?
Muito, odeio sempre o que vejo. Acho que tenho imensos tiques, falo demasiado depressa e há sempre algo que não gosto. Sempre fui muito autocrítica.
– Com certeza agora é mais abordada na rua. Como lida com isso?
A primeira vez que me abordaram na rua, na altura dos Morangos Com Açúcar, deu-me vontade de chorar. Sou muito simples, não venho de uma grande cidade e isso sempre me fez muita confusão. Sempre disse que queria ser atriz, mas que não me conhecessem na rua. Hoje já lido melhor com isso, mas continua a ser um pouco assustador. Lidar com o lado público é a pior parte, mas vou aprendendo a encarar isso.
– Até porque é inevitável, se tenciona manter o rumo profissional...
Sim, mas eu tento pôr a minha timidez de parte quando estou a trabalhar. Em moda ou em fotografia não podia ser tímida, na representação, então, muito menos.
– E sabendo que pode ser reconhecida, preocupa-se com a sua aparência no dia a dia ou mantém a descontração?
Depende dos dias. Se me apetece, maquilho-me e arranjo-me, se não me apetecer, não o faço. Faço-o como todas as mulheres e não porque acho que possa ser reconhecida na rua. Não acho que seja importante estar ou não maquilhada.
– Parece-me que não se deixa deslumbrar com a fama.
É verdade. Na altura em que fiz os Morangos, como era mais nova, absorvia tudo e os pais aí chamavam-me à atenção. Hoje em dia já sabem que não é preciso, que tenho os pés bem assentes na terra e não me iludo.
– Tem conseguido preservar bem a sua vida pessoal, em especial a amorosa...
E faço questão de continuar. Sempre fui muito reservada em relação à minha vida pessoal, são muito poucas as pessoas em quem confio e sei selecionar os meus amigos. Sempre fui assim. A minha família sabe da minha vida, agora o resto...
– Isso quer dizer que não vai falar da relação com o David Carreira...
Pois...
– Mas isso não vos impede de publicarem fotos juntos nas redes sociais.
Eu e o David conhecemo-nos há muito tempo, desde os meus 17 anos, e só agora se tornou assunto [risos].
– Isso quer dizer que o namoro dura assim há tanto tempo?
Não vou mesmo falar sobre isso [risos].
Fotos: Mike Sergeant | Produção: Vanessa Marques | Maquilhagem: Tita Costa

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras