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Andreia Rodrigues: “Algo em mim mudou quando o Daniel me pediu em casamento”

Juntos há seis anos, a apresentadora e Daniel Oliveira estão a preparar o casamento. Andreia partilhou alguns dos sonhos que tem para esse dia especial, nomeadamente ter muitas flores e entrar de braço dado com o avô.

Marta Mesquita
8 de dezembro de 2016, 10:00

Quem olhe para Andreia Rodrigues, de 32 anos, pode pensar que tem uma vida de sonho: é uma apresentadora de sucesso, vai casar-se com Daniel Oliveira, é bonita, inteligente e seguida por milhares de fãs. Mas Andreia desmistifica essa ideia descrevendo-se como “uma mulher normalíssima, com problemas, como toda a gente.” E, de facto, a apresentadora cedo percebeu que a vida não é cor-de-rosa. Contudo, nunca se deixou acomodar aos cinzentos e às sombras, procurando pintar a sua história com tons mais coloridos. Ao conhecermo-la melhor, percebemos que a garra e a vontade de fazer sempre mais e melhor são duas características marcantes na sua personalidade. Perante as dificuldades, Andreia nunca baixa os braços e encara cada desafio com um otimismo genuíno que herdou das mulheres que mais a inspiram: a mãe e as avós.
Numa conversa franca, a apresentadora do programa da SIC Grande Tarde revisitou o passado, revelou as emoções do seu pre­sente e partilhou os sonhos que quer realizar, desvendando a mulher de força que é fora do ecrã.
– Na sua página de Facebook escreveu: “Quando era pequenina queria ser uma mulher de sucesso.” Aos 32 anos, sente que é uma missão cumprida?
Andreia Rodrigues – Não, de todo. Há um longo trabalho por fazer. Acredito que o melhor está para vir, apesar de estar grata e feliz com as oportunidades que me têm sido dadas pela SIC, onde me sinto parte da família. Trabalho todos os dias para fazer melhor do que na véspera. O sucesso em si não significa nada. O que valorizo é o reconhecimento que tenho pelo meu trabalho.
– Mas o que significa para si ser uma mulher de sucesso?
– Significa ser feliz. Para mim, ser bem-sucedida é construir uma família, ter ao meu lado um homem que amo e que me ama e ter um trabalho que é um prazer e pelo qual sou reconhecida. Também sei aprender com as dificuldades e com as sombras, porque nem sempre a vida é colorida. Há muitos cinzentos... Só perante os dias escuros é que sabemos valorizar os de luz. Sou feliz com as pequenas coisas, como chegar a casa e sentir que estou no meu cantinho, ouvir música e cozinhar. Estou em paz comigo mesma e isso é um sinal de que estou a ser bem sucedida.
– Mas é quase impossível estar a cem por cento em tudo. Às vezes, há coisas que falham...
– Claro que sim, mas a vida também é isso. Temos de pegar nos cacos e seguir em frente e às vezes temos de começar algo completamente novo. Apesar de ser perfeccionista, não me condeno por errar. E hoje até já lido melhor com as minhas falhas. Vivo tudo com intensidade, mas já aprendi a relativizar.
– Quem olhe de fora, parece que tudo na sua vida é perfeito. Essa perceção é verdadeira?
– Sou uma mulher normalíssima e, como toda a gente, também tenho problemas. A única diferença é que tenho um trabalho mediático e uma relação que, por consequência, também é pública. Se tiver uma discussão com o Daniel, não vou contar a uma revista! E temos pontos de vista diferentes sobre determinados assuntos. Há dias melhores e outros piores.
– Então, a Andreia que aparece na televisão é muito diferente da mulher de todos os dias?
– Aquilo que as pessoas veem é o que eu sou, mas há coisas em mim que procuro proteger. Não gosto de criar novelas. Não tenho uma vida perfeita e nem todos os dias são felizes. Sempre quis ser reconhecida pelo meu trabalho e isso para mim é o mais importante. Claro que tenho uma vida boa, mas trabalho muito para que assim seja: invisto muito na minha relação, não deixando de dizer à pessoa com quem estou que a amo, e procuro mimar aqueles que são importantes para mim, nomea­damente quem sempre me deu colo... E isso exige dedicação. Mas sigo sempre em frente, não me entrego aos problemas.
– Lutou muito para conseguir o que tem hoje. Prova disso é o facto de ter começado a trabalhar aos 16 anos para ajudar a pagar os seus estudos, por exemplo.
– Sim, aprendi muito cedo que hoje podemos ter tudo e amanhã podemos não ter nada. Vivi isso. Tinha uma vida estável, com o suficiente e de repente tudo mudou quando os meus pais se separaram. Percebi que tinha de trabalhar muito para ter o que queria e para provar a mim mesma que conseguia. As oportunidades somos nós que as fazemos. Claro que também é necessária alguma sorte, mas temos sempre de trabalhar muito! Gosto de ser todos os dias melhor e de estar sempre bem preparada. Quando temos boas bases, o vento pode soprar forte que continuamos de pé. Só assim conseguimos ir longe na vida. O futuro prepara-se no presente.
– E essa força herdou-a da sua mãe e das suas avós?
– Sim, são elas que me inspiram. A minha mãe é provavelmente a pessoa mais importante da minha vida, tendo ela o seu espaço. Foi a pessoa que me protegeu em todos os momentos, mas deixou-me viver. Em momentos fraturantes, ela deixou-me escolher o caminho, estando sempre de mão dada comigo. Aos 16 anos comecei a trabalhar, porque achei que a minha mãe já tinha sofrido e trabalhado muito e estava na altura de lhe retribuir. Ela nunca baixou os braços nem deixou de sorrir e eu sou um reflexo dela em várias coisas. A minha avó paterna tinha um colo muito doce. Era uma mulher independente, mas estava sempre lá. A minha avó materna, com quem vivi em determinada altura, é uma pessoa essencial na minha vida. É uma força da natureza. Olha sempre de frente para as coisas, também com um sorriso. As três fizeram-me acreditar que as coisas boas estavam a chegar.
– No meio de todas estas aprendizagens, tem tido o apoio do Daniel. Sempre disse que não fazia questão de se casar, Contudo, depois de ter ficado noiva, terá mudado de opinião...
– Sim... Algo em mim mudou quando o Daniel me pediu em casamento, senti-me diferente. Vivemos juntos há seis anos, mas sinto que começou ali um ciclo. Também me sinto mais segura. Há um reforço da vontade que temos de construir a nossa família e do desejo de que seja para toda a vida. Contudo, se o pedido não tivesse sido feito, também estava tudo bem. Não sentia que houvesse algo para colmatar. É sempre uma soma.
– E já imagina o dia do seu casamento?
– Preparar um casamento dá uma trabalheira! [risos] Por isso, decidi recorrer à ajuda de uma pessoa. Tenho uma série de ideias, mas preciso que me ajudem a concretizá-las. Imagino muitas flores. Quero que o dia do meu casamento esteja repleto de muitas coisas boas! Imagino-me num vestido romântico a caminhar para o Daniel... Também já pensei nas músicas que gostava que fizessem parte desse dia. Imagino os pormenores, a alegria, os brindes, a festa... Sonho com todas as possibilidades. Confesso que às vezes brinco, perguntando ao Daniel: “Vamos mesmo casar?” Estou a viver um momento muito feliz. Vai ser um dia repleto de alegria.
– Portanto, vai ser um dia romântico...
– Sim, vai ser um dia romântico...Imagino-me a entrar de braço dado com o meu avô. Ele ficou muito emocionado quando lhe disse que queria que me levasse ao altar. Quero que seja um dia feliz para nós e para aqueles de quem gostamos. Vai ser o dia em que vamos celebrar o nosso amor.
– E para dar este passo, é preciso ter mesmo a certeza de que o Daniel é o homem da sua vida...
– Sim e acredito convictamente que o Daniel é o homem da minha vida! É algo que sinto. Respeitamo-nos muito e esforçamo-nos por nos conhecermos. Se não tivermos esse olhar, vamos criar uma utopia sobre a pessoa e a própria relação. Conhecemo-nos bem e sabemos olhar para as virtudes e para os defeitos de cada um. Não deixamos de ser quem somos, mas caminhamos lado a lado. É encontrar no outro o nosso equilíbrio. E depois há aquilo que intuímos. O Daniel sempre me inspirou. Temos histórias que se tocam em alguns pontos, mas vai muito para além disso. E é essencial admirarmos a pessoa que está ao nosso lado. Voltaria a fazer tudo da mesma maneira e a tomar as mesmas decisões para viver o amor que vivo hoje.
Produção: Patrícia Pinto | Maquilhagem: Ana Filipa

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